Pesquisa da Embrapa orienta produtores de Roraima no controle ao Moko da Bananeira

A doença ataca os vasos condutores da planta e pode comprometer a produção do bananal

Dia de Campo sobre o Moko da Bananeira foi realizado no dia 26 de setembro de 2026 (sábado), das 8h às 12h, em Caroebe, Roraima, com a participação da equipe técnica da Embrapa Amazônia Ocidental. O evento ocorreu após a estruturação de um plano de contingência pela Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (ADERR) para conter perdas na produção local.

Caroebe, localizado no sul de Roraima, mantém relação comercial com o mercado do Amazonas e é reconhecido como o maior polo produtor de banana do estado. A disseminação da murcha-bacteriana, conhecida como Moko, gerou a necessidade de orientação técnica direta aos agricultores devido ao impacto econômico da praga.

Causada pela bactéria Ralstonia solanacearum raça 2, a doença ataca os vasos condutores da planta e pode comprometer a produção do bananal, uma vez que não existem cultivares resistentes nem controle químico para a cura de plantas infectadas.

Estudo e protocolo de manejo da doença

Estudos sobre o comportamento do patógeno na Amazônia detalham a expressão dos sintomas da doença nos órgãos da bananeira, servindo de base para o diagnóstico precoce por produtores e técnicos de extensão rural.

As pesquisas também validaram o protocolo de erradicação da praga em áreas de terra firme. Como a bactéria depende de restos da planta hospedeira para sobreviver e não possui estruturas de resistência de longo prazo no solo, o método preconizado pela Embrapa exige a adoção de um vazio sanitário de 24 meses.

Recomendações técnicas no manejo

Durante o Dia de Campo, o fitopatologista Luadir Gasparotto, pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, apresentará métodos de erradicação química em plantas focais e as medidas de biossegurança necessárias no manejo da cultura. A orientação principal do evento abrangeu  a desinfestação de maquinários, ferramentas e calçados, impedindo a navegação do patógeno de áreas contaminadas para plantios sadios.

A programação contará com palestras e visita a campo, quando a Embrapa Amazônia Ocidental promoverá atendimento e orientação técnica direcionada a produtores rurais de Roraima para a identificação de sintomas do Moko da Bananeira em áreas de cultivo.

Durante a programação, os especialistas da instituição apresentaram os protocolos de diagnóstico precoce, medidas de biossegurança no manejo da cultura e os métodos recomendados para a contenção da praga em plantios locais.

Texto: Embrapa

Foto: Luadir Gasparotto

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