Crescimento das vendas externas foi impulsionado pelo petróleo bruto e soja; China e Estados Unidos permanecem como os principais parceiros comerciais do país
O comércio exterior brasileiro registrou um saldo positivo significativo em setembro de 2026. Segundo dados do sistema Comex Stat, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a balança comercial do país alcançou um superávit de US$ 7,7 bilhões no mês.
As exportações brasileiras atingiram US$ 34,4 bilhões em setembro, representando um crescimento expressivo de 12,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Por outro lado, as importações somaram US$ 26,7 bilhões, registrando uma leve retração de 2,4% na mesma base de comparação. A corrente de comércio totalizou US$ 61,1 bilhões, uma alta de 5,6% em relação a setembro de 2025.
Destaques da pauta exportadora e importadora
Na pauta de vendas para o exterior, os óleos brutos de petróleo se mantiveram na liderança, representando 18,9% de tudo o que o Brasil exportou no mês. A soja veio em seguida, correspondendo a 10,1% das exportações, acompanhada por minério de ferro (5,9%), café não torrado (3,8%) e açúcares e melaços (3,6%).
Do lado das compras, a pauta de importação foi liderada por óleos combustíveis de petróleo (exceto brutos), com 8,8% do volume total. O Brasil também direcionou recursos expressivos para a aquisição de adubos e fertilizantes químicos (4,4%), partes e acessórios de veículos automotivos (3,6%) e componentes eletrônicos/semicondutores (3,5%).
Resumo da Balança Comercial (setembro 2026)
• Exportações: US$ 34,4 bilhões (+12,9% vs Set/2025)
• Importações: US$ 26,7 bilhões (-2,4% vs Set/2025)
• Saldo Comercial: US$ 7,7 bilhões (Superávit)
• Corrente de Comércio: US$ 61,1 bilhões (+5,6%)
Principais parceiros comerciais
A China consolidou-se no topo dos destinos comerciais do Brasil, sendo responsável por 22,9% de toda a corrente de comércio. Os Estados Unidos mantiveram o segundo lugar no ranking, com uma fatia de 10,2%. Na sequência dos maiores parceiros figuram Países Baixos (Holanda) com 5,0%, Argentina com 3,9% e Espanha com 3,2%.
Liderança dos estados
Na distribuição regional do comércio internacional brasileiro, o estado de São Paulo manteve a liderança isolada em participação, seguido de perto pelo Rio de Janeiro. As demais posições entre os principais estados geradores de fluxo comercial foram ocupadas por Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.
O estudo completo está disponível neste link: https://comexstat.mdic.gov.br/pt/comex-vis
Foto: Envato


