Reforma da Conab em Ponta Grossa eleva capacidade de armazenagem de grãos

Entrega da 1ª fase, com R$ 24,5 milhões da Itaipu e da Conab, eleva o estoque de 180 mil para 300 mil toneladas; ministra do MDA assina a ordem de serviço da 2ª etapa

 A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli, participou, nesta ultima sexta-feira (29), da inauguração da 1ª fase da reforma da Unidade Armazenadora da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Ponta Grossa (PR).

A modernização elevou a capacidade de estoque de grãos da unidade de 180 mil para 300 mil toneladas; a capacidade total, de 420 mil toneladas, será alcançada ao fim de todas as obras, previstas para dezembro de 2027.

A 1ª fase somou R$ 24,5 milhões. A Itaipu Binacional aplicou R$ 15 milhões na recuperação estrutural da unidade, com a impermeabilização de seis armazéns com tinta emborrachada, a reforma da balança e dos telhados e a fixação de parafusos na estrutura. A Conab investiu R$ 9,5 milhões em três novos tombadores – que duplicam a capacidade de recepção de cargas dos caminhões – e na cobertura da moega, estrutura responsável pelo recebimento de grãos a granel. As intervenções eliminaram infiltrações, ampliaram o controle térmico interno e reforçaram a conservação dos grãos e o controle de pragas.

No ato, a ministra Fernanda Machiaveli assinou a ordem de serviço da 2ª etapa das obras, no valor de R$ 35 milhões, que conclui a modernização e retoma a capacidade total da unidade, prevista para dezembro de 2027. Somadas as fases, o investimento total na unidade chega a R$ 59,5 milhões, em recursos da Itaipu Binacional, da Conab e do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops).

O recurso da nova etapa custeia, ainda, os projetos executivos para reforma e modernização das Unidades Armazenadoras de Cambé (PR), Rolândia (PR) e Maracaju (MS). A unidade de Ponta Grossa é a maior das unidades da Conab e uma das maiores do Brasil. A estrutura recebe cerca de 100 carretas por dia e fortalece a armazenagem nacional, contribuindo para reduzir o déficit do setor no país.

A ministra Fernanda Machiaveli associou a ampliação da unidade à recomposição da Conab pelo governo federal. “Isso é resultado da decisão política do presidente Lula, que comandou que voltássemos a ter uma companhia de abastecimento robusta, que pudesse apoiar os produtores rurais, estimular a produção de alimentos diversificados pela agricultura familiar e ter estoques robustos para reduzir a volatilidade do preço dos alimentos.”

A reforma integra a política federal de recomposição dos estoques públicos. Desde 2023 foram adquiridas 842 mil toneladas de alimentos, incluindo 343 mil toneladas de arroz; o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) beneficiou cerca de 200 mil agricultores familiares, com R$ 1,7 bilhão pagos – alta de 43% sobre o mesmo período da gestão anterior.

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) ampliou para 45% a compra mínima da agricultura familiar, o que destina R$ 2,4 bilhões à produção rural.

O presidente da Conab, Silvio Porto, afirmou que a obra vai além do ganho de engenharia e reforça a missão da estatal. “Essa obra simboliza um grande avanço, uma modernização da nossa rede armazenadora, mas, principalmente, uma afirmação do papel estratégico que a Conab tem para o país e para as políticas de abastecimento alimentar.”

Presente à inauguração, a prefeita de Ponta Grossa (PR), Elizabeth Schmidt, associou a reforma à importância estratégica dos estoques públicos para o país. “Regular estoques públicos significa proteger o produtor nos momentos de supersafra, garantindo-lhe preço justo, e proteger o consumidor nos momentos de escassez, contendo a inflação dos alimentos.”

No Paraná, terceiro estado que mais acessa o Pronaf, foram contratados R$ 27,6 bilhões pelo programa nesta gestão e R$ 8,3 bilhões na linha Mais Alimentos, para compra de máquinas e implementos. O estado tem 111,3 mil ativações no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e responde por cerca de 30% da produção brasileira de feijão, 21% da de suínos, 20% da de frango e 14% da de milho.

Texto: Rafael Pacheco, Ascom MDA

Foto:  Elio Rizzo – Ascom/MDA

Conteúdo exclusivo de empresas participantes do Anuário Brasileiro do Agronegócio e Agricultura Familiar – LEIA O ANUÁRIO GRATUITAMENTE

Wordpress Social Share Plugin powered by Ultimatelysocial
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.