*Edwann de Brito Gois
A pecuária brasileira avançou de forma consistente nas últimas décadas, impulsionada pela adoção de biotecnologias como a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF). Em 2024, cerca de 18,7% das matrizes do país foram inseminadas, de acordo com a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA). Esse fato consolidou o Brasil como um dos maiores usuários dessa tecnologia no mundo.
Mas, um dado chama a atenção e acende um alerta no setor: mesmo em fazendas altamente tecnificadas, os índices reprodutivos ainda estão abaixo do potencial produtivo real. Taxas de prenhez próximas a 70% e desmama ao redor de 60% ainda são comuns (números que, embora relevantes, estão longe do que a tecnologia atual já permite alcançar).
Por trás desses resultados, existe um fator crítico e muitas vezes negligenciado. Doenças reprodutivas, como Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (IBR), Diarreia Viral Bovina (BVD), Leptospirose e Campilobacteriose são responsáveis por até 50% das perdas embrionárias no rebanho.
Mais preocupante ainda é o comportamento silencioso dessas enfermidades. No caso da BVD, por exemplo, até 90% das infecções podem ocorrer sem sinais clínicos evidentes, mascarando o problema enquanto a fazenda perde produtividade sem perceber.
O impacto é direto e mensurável: redução de até 40% na taxa de natalidade, aumento de 30 a 120 dias no intervalo entre partos, maior custo por bezerro produzido e perda de eficiência global do sistema.
Outro ponto crítico está no manejo. Ruídos excessivos, manejo de alto estresse, instalações inadequadas e pressão no curral geram um efeito fisiológico claro que resulta em queda de imunidade, falha na concepção e perda embrionária. O impacto aparece nos indicadores e no bolso do produtor.
Mesmo com tecnologia disponível, práticas básicas como bons programas sanitários, boas práticas de acondicionamento e aplicação de medicamentos e vacinas, diagnósticos sorológicos e coleta de dados dentro da própria fazenda ainda comprometem o desempenho. Esses pontos criam um ambiente em que a doença se mantém ativa no rebanho, reduzindo sistematicamente os resultados.
As propriedades que lideram índices produtivos no Brasil têm algo em comum: elas tratam reprodução como um sistema integrado e não como uma etapa isolada. Entre os pilares dessas fazendas estão o diagnóstico sanitário estruturado, programas vacinais estratégicos e contínuos, controle rigoroso de dados produtivos e reprodutivos, manejo racional com foco em bem-estar, protocolos reprodutivos de alta eficiência e suplementação mineral e vitamínica estratégica.
Nesse cenário, soluções completas e que atuam na raiz do problema posicionam a Biogénesis Bagó como referência ao oferecer um portfólio voltado para imunização, reprodução e desempenho, entregando ao produtor algo fundamental para a operação: a previsibilidade produtiva.
Na prática, estamos falando de redução significativa de perdas embrionárias, maiores taxa de prenhez em protocolos de IATF, controle efetivo de doenças reprodutivas e produtivas, melhor aproveitamento do potencial genético e aumento do número de bezerros nascidos e desmamados.
Outro ponto-chave das fazendas de alta performance está na gestão. Mais do que acompanhar a taxa de prenhez, essas propriedades conectam indicadores como prenhez × natalidade, Natalidade × desmama, Intervalo entre partos, mortalidade e eficiência por matriz exposta. Essa visão sistêmica permite decisões mais assertivas e resultados exponenciais.
A tecnologia já existe, a genética já evoluiu, o diferencial agora está na execução. Em um setor cada vez mais competitivo, entender e controlar as causas ocultas das perdas reprodutivas deixou de ser diferencial e passou a ser necessidade.
Texto: Biogénesis Bagó – Edwann de Brito Gois
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