Para a CNA, novo marco do seguro rural garante previsibilidade e segurança para os produtores

Proposta de autoria da senadora Tereza Cristina foi publicada na  ultima quarta (30), no Diário Oficial da União

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destacou que a Lei 15.526/2026, publicada na ultima quarta (30) no Diário Oficial da União, será um novo marco regulatório para o seguro rural no país, garantindo previsibilidade e segurança jurídica para o setor agropecuário.

A Lei, originária do Projeto de Lei (PL) 2951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina, propõe a modernização do seguro rural no país e a regulamentação do Fundo de Catástrofe como pontos considerados essenciais para o produtor rural.

O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, destacou a atuação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para a aprovação da proposta no Congresso Nacional. A matéria teve como relatores o senador Jayme Campos e o deputado Pedro Lupion, presidente da FPA, durante a tramitação no Legislativo.

Segundo Lucchi, um dos pontos positivos é a regulamentação do Fundo de Catástrofe. “Esse fundo funcionará como um colchão de amortecimento para as seguradoras que estão em regiões críticas onde há muitos eventos climáticos extremos”.

Para Bruno Lucchi, a lei também fortalece a previsibilidade orçamentária do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), evitando o contingenciamento de recursos e trazendo uma blindagem no orçamento.

“Sofremos muito nos últimos anos com o contingenciamento. Hoje esses recursos viram obrigatórios e temos uma previsibilidade. Com isso, produtores e seguradoras podem se organizar melhor”.

Para Lucchi, outro benefício do projeto é que produtor que contrata o seguro rural vai ter mais benefícios no acesso ao crédito. “Ele pode ter taxas de juros diferenciadas, prazos diferentes e outros benefícios que vão melhorar a condição de acesso ao crédito”.

O diretor técnico explica, ainda, que a lei cria um banco de dados para melhorar os produtos de seguro rural que são oferecidos no Brasil.

Vetos – Lucchi ressalta que houve vetos ao projeto, sendo um deles que trata de uma alternativa de fontes de recursos para o Fundo, por meio das Letras de Risco de Seguro, e outro que previa a isenção de tributação do seguro.

“Defendíamos essa isenção para ter preços de seguro ao produtor mais baixo. É um ponto que vamos discutir com a FPA, sobre a possível derrubada do veto ligado à tributação do seguro”.

Por fim, o diretor técnico explica que o próximo passo é aguardar agora a regulamentação da lei, que vai depender de decretos, de resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e da criação do Estatuto do Fundo, questões que, segundo ele, “podem ter avanços em um futuro breve”.

Texto: CNA

Foto: Divulgação

Conteúdo exclusivo de empresas participantes do Anuário Brasileiro do Agronegócio e Agricultura Familiar – LEIA O ANUÁRIO GRATUITAMENTE

Wordpress Social Share Plugin powered by Ultimatelysocial
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.