Márcio Freitas é reeleito para Conselho de Administração da ACI ao lado de lideranças de 16 países

Brasileiro permanece na governança global em novo Conselho que reúne lideranças de 16 países para o mandato 2026–2030

O presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, foi reeleito, com na ultima terça-feira (15), para o Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). O resultado foi definido durante a Assembleia Geral Eleitoral da entidade, realizada na Cidade do Panamá, e mantém o Brasil em uma das principais instâncias de decisão do cooperativismo mundial.

A eleição reuniu lideranças e representantes de organizações cooperativistas de diferentes países. Ao todo, 24 candidatos disputaram 15 vagas no Conselho de Administração, responsável por participar das decisões estratégicas e da definição dos rumos da maior organização de representação do movimento cooperativista em nível global.

Para Márcio, a reeleição representa o reconhecimento da força alcançada pelo cooperativismo brasileiro. “Essa é uma conquista de todo o movimento brasileiro. Chegamos até aqui representando milhões de cooperados e milhares de cooperativas que mostram, todos os dias, a capacidade desse modelo de gerar desenvolvimento, renda e oportunidades.

O presidente também reforçou que o resultado amplia a responsabilidade do país nos debates internacionais. “Permanecer no Conselho da ACI significa garantir que o Brasil continue tendo voz ativa nas grandes discussões sobre o presente e o futuro do cooperativismo mundial, o que nos dá ainda mais responsabilidades para ocupar esse cargo”, afirmou.

Articulação  

A recondução ocorreu em meio ao fortalecimento da atuação internacional do Sistema OCB e ao aprofundamento das relações com organizações cooperativistas das Américas, Europa, Ásia e África. Nos últimos anos, o cooperativismo brasileiro ampliou sua participação em fóruns internacionais, reuniões bilaterais e agendas relacionadas a temas como segurança alimentar, sustentabilidade, inovação, transição energética, inclusão financeira, comércio e desenvolvimento econômico e social.

A possibilidade de criar conexões e oportunidades para o setor ao ocupar espaços de governança internacional também foi destacada pelo presidente Márcio. “O Brasil tem muito a compartilhar com o mundo, mas também muito a aprender. Quando estamos nesses espaços, conseguimos construir pontes, trocar experiências, aproximar organizações e identificar oportunidades que podem chegar às nossas cooperativas. A representação internacional precisa se transformar em resultados concretos para quem está na ponta”, apontou.

Ampliação da representação 

A reeleição para o Conselho da ACI integra uma agenda mais ampla de participação brasileira nas eleições realizadas durante a programação internacional no Panamá. Além da Assembleia Eleitoral para o Conselho e a presidência da ACI, a programação reúne Assembleias Eletivas da ACI Américas, dos comitês de gênero e juventude e das organizações setoriais vinculadas tanto à ACI global quanto à representação continental.

A presença simultânea em diferentes instâncias demonstra, de acordo com o presidente Márcio, que a estratégia brasileira ultrapassa a simples ocupação de uma cadeira e busca ampliar a capacidade de participação do país na construção das políticas do movimento.

“Queremos uma representação brasileira cada vez mais ampla e qualificada. É importante estar no Conselho global, mas também fortalecer nossa presença nas Américas, no cooperativismo agropecuário, na juventude e nas organizações setoriais. Cada espaço conquistado aumenta nossa capacidade de contribuir, construir alianças e defender uma agenda que reconheça o cooperativismo como instrumento de desenvolvimento”, explicou.

Comitiva brasileira 

O Brasil participa da programação no Panamá com uma delegação de 34 pessoas, formada por representantes do Sistema OCB, organizações estaduais e lideranças do movimento cooperativista. A apresentação pública do novo Conselho de Administração da ACI ocorreu quinta-feira (17), durante a Conferência Global.

Com a reeleição, Márcio seguirá representando o cooperativismo brasileiro em um dos principais espaços de governança do movimento mundial. Para ele, o desafio agora é transformar a presença internacional em novas oportunidades e resultados.

“Essa reeleição aumenta nossa responsabilidade. Vamos continuar trabalhando para que o Brasil seja cada vez mais ouvido e respeitado e para que nossa atuação internacional gere conexões, conhecimento e oportunidades para as cooperativas. Temos um cooperativismo forte e queremos contribuir ativamente para construir um movimento global ainda mais relevante para a sociedade”, concluiu.

Conselho reúne representantes de 16 países

A eleição que reconduziu Márcio Lopes de Freitas ao Conselho de Administração também definiu uma nova composição para a principal instância de governança da Aliança Cooperativa Internacional no período de 2026 a 2030. Ao todo, 116 votantes, representando 193 organizações membros de 66 países, participaram da Assembleia Geral realizada no Panamá.

Além da presidência, 15 vagas de conselheiros gerais foram disputadas por 24 candidatos. O resultado formou um grupo com representantes de 16 países, considerando também o presidente da entidade. Entre os 15 conselheiros eleitos, sete já integravam o Conselho e oito chegam para um novo mandato, ampliando a diversidade geográfica da instância responsável por participar das principais decisões estratégicas da organização.

Ao lado de Márcio Lopes de Freitas, do Brasil, foram reconduzidos Attilio Dadda, da Itália; Douglas O’Brien, dos Estados Unidos; Simona Cavazzutti, do Paraguai; Rose Marley, do Reino Unido; Íñigo Albizuri Landazabal, da Espanha; e Maria Eugenia Pérez Zea, da Colômbia.

Entre os novos integrantes estão Marie-Josée Paquette, do Canadá; Dileep Sanghani, da Índia; Yuyan Wang, da China; Yoshito Shinno, do Japão; Ünal Örnek, da Turquia; Ryszard Jaśkowski, da Polônia; Abdul Fattah Abdullah, da Malásia; e Bastien Sibille, da França.

A composição coloca lado a lado lideranças ligadas a diferentes segmentos e estruturas do cooperativismo mundial, de organizações agropecuárias e entidades nacionais de representação a grupos envolvidos com políticas públicas, relações internacionais e desenvolvimento do movimento.

Ariel Guarco permanece à frente da ACI

A Assembleia também confirmou a continuidade de Ariel Guarco na presidência da Aliança Cooperativa Internacional. O argentino foi eleito sem oposição para mais um mandato à frente da entidade, posição que ocupa desde 2017, quando chegou ao cargo durante a Assembleia Geral realizada em Kuala Lumpur, na Malásia.

Ao receber o novo Conselho, Guarco reforçou o caráter democrático da governança cooperativista e defendeu uma atuação baseada em participação e inclusão. A eleição ocorre em um momento de renovação relevante da estrutura, já que oito dos 15 conselheiros gerais eleitos passam a integrar o grupo.

O novo mandato também sucede um período de maior projeção internacional do movimento, impulsionado pelo Ano Internacional das Cooperativas de 2025 e pela ampliação das discussões sobre o papel do modelo cooperativista diante de desafios econômicos, sociais e ambientais globais.

Uma governança com alcance global

O Conselho de Administração da ACI possui 30 integrantes e vai além dos 15 conselheiros escolhidos diretamente na Assembleia. A estrutura conta ainda com o presidente, quatro vice-presidentes que representam as regiões da organização, oito representantes das organizações setoriais globais, além das lideranças dos comitês de Juventude e de Igualdade de Gênero.

Nas representações regionais, Macloud Malonza integra a governança pela ACI África; José Alves de Souza Neto pelas Cooperativas das Américas; Chandrapal Singh Yadav pela Ásia-Pacífico; e Giuseppe Guerini pela Europa.

Também fazem parte da estrutura representantes internacionais de segmentos como saúde, habitação, pesca, seguros, serviços financeiros, agricultura, consumo, indústria e serviços. Harsh Sanghani, pela Juventude, e Xiomara Nuñez de Céspedes, pelo Comitê de Igualdade de Gênero, completam a composição.

A abrangência da nova governança reforça o caráter multissetorial da ACI e coloca diferentes experiências nacionais e segmentos econômicos em uma mesma estrutura de decisão para os próximos quatro anos.

Próximos quatro anos

A renovação do Conselho acontece simultaneamente ao início de um novo ciclo estratégico da ACI. A estratégia 2026–2030, denominada “Practice, Promote, Protect”, organiza a atuação da entidade em cinco frentes: Pessoas, Dados, Advocacy, Finanças e Futuro.

Durante a Assembleia, os membros também discutiram mudanças na estrutura de participação da organização. Entre os temas que deverão avançar sob responsabilidade do novo Conselho está o desenvolvimento de uma nova fórmula para o cálculo das contribuições dos membros e dos respectivos direitos de voto.

A próxima Assembleia Geral da ACI deverá ocorrer antes de 1º de julho de 2027. Até lá, a nova composição inicia um mandato que combina renovação e continuidade e terá pela frente o desafio de transformar a maior diversidade de países, setores e experiências presentes na governança em respostas conjuntas para um movimento cooperativista cada vez mais conectado globalmente.


Texto: Sistema OCB e ACI com adaptação da MundoCoop

Foto: Divulgação

Conteúdo exclusivo de empresas participantes do Anuário Brasileiro do Agronegócio e Agricultura Familiar – LEIA O ANUÁRIO GRATUITAMENTE

Wordpress Social Share Plugin powered by Ultimatelysocial
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.