Sem controle fitossanitário, o preço do grão poderia aumentar em até 49%; diferentes alimentos, como óleo, ovos e leite, seriam afetados
De acordo com um estudo da Universidade Federal de Viçosa (UFV), realizado em cooperação técnico-científica com a CropLife Brasil, a produção de soja poderia registrar perdas bilionárias sem o controle de pragas, doenças e plantas daninhas. O cenário simulado, na ausência de manejo fitossanitário, estimou um prejuízo econômico de R$ 223,5 bilhões. Com a redução da oferta de soja em cerca de 65%, o preço do grão poderia crescer em até 49%, com impactos em diferentes cadeias produtivas e no custo dos alimentos.
Para o pesquisador e chefe do estudo, Emerson Del Ponte, os resultados dimensionam a importância da adoção de um manejo integrado adequado. “É uma demonstração de um cenário extremo, em que a ausência de medidas de controle, como o uso de fungicidas, inseticidas e herbicidas, por exemplo, pode reduzir a oferta, pressionar a inflação e impactar o consumidor. Além dos prejuízos causados ao produtor no campo, esse impacto pode ser repassado até a mesa”, explica.
A presidente da CropLife Brasil, Ana Repezza, destaca a importância do alinhamento entre o manejo adequado e a disponibilidade de alimentos de qualidade a preços competitivos para os consumidores. “O estudo é bastante relevante para entendermos a importância desse manejo integrado na agricultura tropical e seu impacto na competitividade dos custos dos alimentos que chegam aos consumidores brasileiros”.
Segundo a executiva, nos próximos meses, a parceria pesquisará o manejo de outras culturas. Esse processo envolve o monitoramento das lavouras, a adoção de boas práticas agrícolas e o uso de tecnologias químicas, biológicas e genéticas, selecionadas de acordo com as condições de cada região.
Texto: CropLife
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