Sanidade vegetal é fator decisivo para o crescimento das exportações de frutas brasileiras

A mosca-das-frutas é uma das principais pragas monitoradas pelos sistemas de defesa agropecuária em todo o mundo. Além dos impactos na produção, sua presença pode gerar barreiras fitossanitárias e comprometer o comércio internacional de frutas, tornando seu controle uma prioridade para os países exportadores.

A ocorrência dessa praga pode causar perdas significativas na produção, comprometer a qualidade dos frutos e gerar restrições comerciais capazes de impactar diretamente o acesso aos mercados internacionais.

No Brasil, a fruticultura possui papel relevante na economia nacional. O país é o terceiro maior produtor mundial de frutas, com uma produção superior a 40 milhões de toneladas por ano, cultivadas em cerca de 2,5 milhões de hectares. O setor gera aproximadamente 6 milhões de empregos diretos e indiretos e abastece tanto o mercado interno quanto o externo.

Diante da importância econômica da atividade, a defesa agropecuária torna-se um instrumento estratégico para garantir a sanidade da produção e a competitividade do setor. O sistema brasileiro de defesa agropecuária, composto pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e pelas agências estaduais de defesa sanitária, realiza o monitoramento contínuo das áreas produtoras, o controle do trânsito vegetal, a vigilância fitossanitária e a execução de programas voltados à prevenção, detecção e controle de pragas e doenças.

No caso específico da mosca-das-frutas, as ações incluem monitoramento por armadilhas, inspeções em campo, levantamentos fitossanitários e programas de mitigação de risco, fundamentais para manter áreas livres ou de baixa prevalência da praga. Esse trabalho é essencial não apenas para proteger os pomares brasileiros, mas também para atender aos requisitos fitossanitários exigidos pelos países importadores.

As questões fitossanitárias figuram entre os principais fatores que limitam o comércio internacional de frutas. Uma carga que apresente vestígios de pragas ou não atenda aos protocolos sanitários pode ser rejeitada, devolvida ou até destruída no destino, gerando prejuízos econômicos e riscos à reputação do país exportador. Por isso, a defesa agropecuária funciona como uma importante barreira de proteção, evitando tanto a entrada de pragas exóticas no território nacional quanto a disseminação de organismos nocivos entre os estados produtores.

Para o diretor executivo da Abrafrutas, Eduardo Brandão, a defesa agropecuária é um dos principais pilares para o crescimento sustentável da fruticultura brasileira.

“A defesa agropecuária é o que nos dá segurança para produzir e exportar. É ela que monitora e acompanha as lavouras, prevenindo a entrada de pragas exóticas no país e evitando que problemas fitossanitários se espalhem entre as regiões produtoras. As questões fitossanitárias estão entre as principais causas de perdas de produção e também são um dos maiores desafios para a exportação de frutas. Sem um sistema de defesa forte e eficiente, o Brasil teria muito mais dificuldade para acessar e manter mercados internacionais”, destaca Brandão.

Com o objetivo de debater os avanços, desafios e perspectivas da sanidade agropecuária no país, está acontecendo no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, a 9ª Conferência Nacional de Defesa Agropecuária (CNDA), considerada um dos mais importantes fóruns nacionais sobre o tema. Neste ano, a Abrafrutas participou como patrocinadora do evento.

A entidade também integrou a programação técnica da conferência ao lado do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), participou do painel dedicado à mosca-das-frutas. O debate abordou os impactos da praga na produção e nas exportações brasileiras, além da importância das ações de monitoramento, controle e vigilância fitossanitária para a manutenção da competitividade do setor.

O evento que encerrou terça-feira (18), reúniu representantes engenheiros agrônomos, médicos veterinários, zootecnistas, técnicos em agropecuária, auditores e fiscais agropecuários, produtores rurais, professores universitários, estudantes de ciências agrárias, representantes de órgãos públicos, empresários e profissionais do setor agropecuário.

 

 

 

Texto: Abrafrutas

Foto: Divulgação

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