Técnica recomendada pela empresa apresenta vantagens como a preservação dos nutrientes e melhoria da rentabilidade das fazendas por meio do armazenamento inteligente do alimento
A Syngenta Seeds, divisão de sementes do Syngenta Group, tem apostado na técnica de silagem para apoiar pequenos produtores de bovinos que precisam otimizar a produção e armazenamento de milho de alta qualidade para alimentação dos animais. Entre os principais benefícios desse processo, estão a preservação dos nutrientes e a maximização da rentabilidade das propriedades.
A silagem é um método de conservação de forragem que, pela fermentação controlada, transforma plantas em um alimento nutritivo e de fácil armazenamento para o gado. O milho é amplamente considerado o material de escolha para a silagem, devido à sua alta produção de matéria seca por área e seu elevado conteúdo energético.
Gabriel Fachin, coordenador técnico regional da Syngenta Seeds e especialista em silagem em fazendas de gado, explica os momentos e passos estratégicos que rodeiam esse processo, que vai desde a colheita dos alimentos até a armazenagem correta.
Ela começa pelo início de tudo, a escolha de um Híbrido adequado e a sua colheita: “o ponto ideal é quando o teor de matéria seca da planta está entre 32% e 38%. Isso corresponde ao estágio de grão farináceo-duro, que garante as melhores condições para a fermentação e preservação do material”, explica Fachin. Afirma, ainda, que “colher fora dessa janela ideal pode resultar em menor qualidade nutricional, menor produção de massa por hectare e perdas de material, além de dificuldades de processamento e compactação”.
Consequentemente, o processamento adequado é vital para a conservação e a nutrição animal. “Partículas muito pequenas podem afetar negativamente a função ruminal do gado. O uso do sistema Penn State, que estabelece percentuais ideais de retenção de partículas, pode ajudar nessa etapa”, adiciona o coordenador técnico da Syngenta Seeds.

E esse trabalho vai muito além da colheita e da estocagem. Para aproveitar o amido do milho, por exemplo, os grãos devem ser quebrados em pequenas partículas. Há técnicas como a flutuação, o copo de monitoramento e o Kernel Processing Score (KPS) para avaliar a eficácia do processamento. “Quando feito de forma correta, este passo aumenta a digestibilidade do amido, um nutriente crucial para a energia dos animais”, conta Fachin.
Já a compactação – crucial para que a armazenagem seja eficaz – expulsa o ar do material, favorecendo a fermentação e a rápida diminuição do pH. “A vedação, por sua vez, é uma etapa de baixo custo que evita a deterioração durante a estocagem, protegendo o valor nutricional da silagem. O uso de um filme com barreira ao oxigênio pode reduzir significativamente as perdas”, lembra o profissional da Syngenta Seeds.
Quanto à etapa final da silagem, Gabriel orienta que “a retirada diária do silo deve ser monitorada para evitar que o material exposto ao ar aqueça e se deteriore. A recomendação é remover mais de 250 kg de silagem por metro quadrado por dia”.

Análise nutricional e otimização de custos
Indicadores bromatológicos também devem ser levados em consideração para avaliar a qualidade da silagem. A análise da matéria seca, do amido, da Fibra Insolúvel em Detergente Neutro (FDN) e de suas respectivas digestibilidades é fundamental para garantir um alimento balanceado e nutritivo.
Há ainda a oportunidade de reduzir o custo da silagem de milho por meio de boas práticas, como a utilização de Híbridos que apresentam alta produtividade e bom valor nutritivo, com elevada digestibilidade. É o caso dos híbridos da NK: NK501VIP3 e Feroz Viptera 3, e da Nidera: NS44VIP3 e NS80VIP3.
“A Syngenta Seeds capacita produtores com informações práticas e baseadas em evidências para melhorar a qualidade de suas silagens, o que, se traduz em maior rentabilidade e saúde do rebanho”, finaliza Fachin.


