Projeto Reflora promove recuperação da vegetação nativa em áreas degradadas do Rio Grande do Sul

Iniciativa da CMPC alia biotecnologia e sustentabilidade para restaurar ecossistemas afetados por enchentes no estado

O Projeto Reflora, desenvolvido pela CMPC em parceria com o Governo do Rio Grande do Sul, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), representa uma das mais inovadoras ações de reflorestamento e recuperação ambiental em andamento no estado.
A proposta visa restaurar áreas degradadas pelas inundações que atingiram o território gaúcho, utilizando técnicas de clonagem genética já aplicadas com sucesso no processo de regeneração de Brumadinho (MG).

Resgate genético e replantio de espécies nativas

A iniciativa prevê o resgate do DNA de árvores nativas que sofreram danos severos e o plantio de clones obtidos a partir dos indivíduos originais. Ao longo de três anos, o projeto deve promover o plantio de cerca de 6 mil mudas, abrangendo 30 espécies nativas em municípios como Guaíba, Barra do Ribeiro, Tapes, Rio Pardo, Butiá, Eldorado do Sul e Santa Maria.
Com investimento superior a R$ 7,5 milhões, o Reflora consolida-se como uma das maiores iniciativas privadas de restauração ecológica do Rio Grande do Sul.

Tecnologia a favor da natureza

O processo adotado utiliza técnicas de biotecnologia florestal que permitem acelerar o reflorestamento com alta variabilidade genética. Tudo começa com a coleta de material genético de árvores sobreviventes e o cultivo de propágulos em pomares indoor.
Em seguida, aplica-se a enxertia, técnica que une duas plantas distintas para que cresçam de forma integrada. Esse método reduz o tempo necessário para o florescimento, que ocorre entre seis meses e um ano e gera sementes geneticamente diversificadas, prontas para restaurar os ecossistemas nativos.

Para Antonio Lacerda, diretor-geral de Celulose da CMPC no Brasil, o Reflora representa a união entre inovação, ciência e sustentabilidade:

“Essa é uma iniciativa fundamental e uma oportunidade para reflorestarmos de forma mais rápida e efetiva as regiões atingidas no ano passado. O projeto também dá a oportunidade de implementarmos melhorias em nosso processo produtivo e genético aplicado nos hortos florestais da companhia para diversificação de espécies nativas e já adaptadas com as condições de cada região”, afirma Antonio Lacerda, diretor-geral de Celulose da CMPC no Brasil. “Essa é uma iniciativa que foi desenvolvida na reconstrução de uma região de mata nativa que foi totalmente devastada e obteve enorme sucesso. Por isso, entendemos que ao replicar aqui no Rio Grande do Sul, utilizando as vantagens do nosso solo, traremos um ganho importante para a biodiversidade e restauração dos ecossistemas gaúchos”, completa.

Referência em regeneração de biomas

A CMPC é reconhecida por sua expertise em regeneração de áreas degradadas, sendo uma das pioneiras na clonagem de espécies nativas em larga escala no Rio Grande do Sul. A empresa administra mais de 200 mil hectares de vegetação nativa, dos quais uma parte significativa recebe manejo ambiental contínuo.

Entre suas principais práticas está o reaproveitamento de mudas nativas que germinam nos sub-bosques dos plantios produtivos de eucalipto. Após manejo e adaptação, essas mudas são reintroduzidas nas áreas que necessitam de restauração, em um processo que valoriza o potencial de autorregeneração da natureza.

O viveiro da CMPC em Barra do Ribeiro (RS) é o centro dessa operação, onde as mudas são catalogadas, tratadas e preparadas para o replantio. Hoje, cerca de 80% das mudas utilizadas em ações de restauração ambiental pela companhia têm origem nesse processo, um reflexo do compromisso permanente da empresa com a sustentabilidade e a preservação da biodiversidade gaúcha.

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