Sistema Nacional de Sementes e Mudas garante identidade e qualidade do material produzido e comercializado no país

Auditora Fiscal Federal Agropecuária, Izabela Mendes Carvalho, que está à frente da Coordenação-Geral de Sementes e Mudas (CGSM) fala sobre regulação deste setor e como criar as bases para crescimento organizado do mercado e da agricultura  

Na matéria “Modernização regulatória do sistema nacional de sementes e mudas”, publicada no Anuário 2025 da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM), a Auditora Fiscal Federal Agropecuária, Izabela Mendes Carvalho, que está à frente da Coordenação-Geral de Sementes e Mudas (CGSM), explica que regulamentação da produção de sementes no Brasil iniciou com a Lei nº 6.507, de 19 de dezembro de 1977, que normatizou a produção, as inspeções de campo e a fiscalização do comércio de sementes e mudas. 

“Esse primeiro marco foi sucedido pela Lei nº 10.711, de 2003, e pelo seu regulamento, o Decreto nº 5.153, de 23 de julho de 2004, que instituíram o Sistema Nacional de Sementes e Mudas (SNSM) com a finalidade de garantir a identidade e a qualidade do material de multiplicação e de reprodução vegetal produzido e comercializado no país”, explica.

A coordenadora-geral de Sementes e Mudas (CGSM), Izabela Mendes Carvalho, explica que com o amadurecimento do setor e a incorporação de novas tecnologias, tornou-se evidente que a manutenção eficiente do SNSM exigia regras mais claras, ágeis e proporcionais ao risco. Desta forma, a revisão do regulamento da Lei nº 10.711/2003 foi amplamente discutida com os atores do setor produtivo, com metodologia participativa e avaliação de impacto regulatório (AIR). 

Ela comenta que foram realizadas diversas reuniões técnicas, envolvendo auditores fiscais federais agropecuários, representantes do setor regulado e instituições diretamente relacionadas ao processo de produção, comercialização e utilização de sementes e mudas. Foram feitos questionários estruturados, grupos de trabalho e debates públicos que subsidiaram o desenho regulatório, conferindo transparência, trilha de justificativa e foco em resultados.

Segundo Izabela, todo este trabalho resultou na publicação do Decreto nº 10.586, de 2020, que teve como objetivo desburocratizar comandos, otimizar processos, conferir previsibilidade e aumentar a eficiência da fiscalização, preservando os padrões de identidade e qualidade, em consonância com os avanços tecnológicos e o dinamismo do setor produtivo. 

Izabela acrescenta que, a partir do novo regulamento que remeteu temas operacionais a normas infralegais, o Ministério da Agricultura e da Pecuária (MAPA) editou normas complementares para garantir a implementação efetiva dos comandos específicos. “Tais como a Portaria MAPA nº 501, de 19/10/2022 estabelece as normas para a inscrição e o credenciamento no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem). Portaria MAPA nº 502, de 20/10/2022, que estabelece as normas para a inscrição de cultivares e de espécies no Registro Nacional de Cultivares (RNC). Portaria MAPA nº 538, de 20/12/2022, que estabelece normas para produção, certificação, responsabilidade técnica, beneficiamento, reembalagem, armazenamento, amostragem, análise, comercialização e utilização de sementes. E, a Portaria MAPA nº 616, de 01/03/2024, que estabelece normas para a produção, certificação, responsabilidade técnica, beneficiamento, reembalagem, armazenamento, amostragem, análise, comercialização e utilização de mudas e material de propagação para fins exclusivos de produção de mudas.

Conforme a coordenadora-geral de Sementes e Mudas (CGSM), a legislação estabelece exigências e procedimentos necessários à organização e ao controle das atividades desenvolvidas no âmbito do SNSM e para dar efetividade a esse sistema, o MAPA dispõe, atualmente, de três plataformas públicas que concentram as principais informações do setor, são elas: Registro Nacional de Sementes (Renasem), Registro Nacional de Cultivares (RNC), Sistema de Gestão da Fiscalização (SIGEF).

Izabela destaca que estes sistemas compõem a infraestrutura digital do SNSM e asseguram transparência, conformidade regulatória e segurança às ações de fiscalização, subsidiando decisões do setor privado, fomentando a pesquisa e garantindo o direito de acesso e de uso da informação por qualquer cidadão. 

“Assim, cientes da necessidade de aprimoramento contínuo dos sistemas, a Coordenação-Geral de Sementes e Mudas (CGSM/MAPA) tem atuado em estreita parceria com a Subsecretaria de Tecnologia da Informação (STI/MAPA) e com a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), conduzindo iniciativas de integração e ampliação das funcionalidades do Renasem, RNC (CultivarWeb) e Sigef, com o objetivo de simplificar o acesso, otimizar os processos de fiscalização e consolidar a qualidade e a confiabilidade dos dados públicos do SNSM”, afirma Izabela. 

A coordenadora-geral de Sementes e Mudas (CGSM), Izabela Mendes Carvalho, ressalta que a modernização regulatória destravou processos e estabeleceu um ambiente normativo mais previsível e responsivo, contudo, requer plataformas digitais adequadas que viabilizem e sustentem um sistema de autocontrole robusto, com responsabilidades compartilhadas entre o setor regulado e o MAPA. 

“Essa combinação de regras claras, sistemas apropriados e supervisão eficiente assegura a qualidade e a rastreabilidade do insumo sementeiro, fortalece a atuação fiscalizatória e cria condições sólidas para o crescimento organizado do mercado, impulsionando a competitividade do agronegócio”, destaca coordenadora-geral de Sementes e Mudas (CGSM), Izabela Mendes Carvalho. 

Wordpress Social Share Plugin powered by Ultimatelysocial
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.