Ações fazem parte do Programa Itaipu Mais que Energia em 434 municípios
A agricultura sustentável é um sistema de cultivo que busca harmonizar a viabilidade econômica, a proteção ambiental e a justiça social. Seu objetivo é conservar os recursos naturais e assegurar a saúde das futuras gerações.
Para ser considerada sustentável, a agricultura deve adotar boas práticas que minimizem os impactos negativos ao meio ambiente, como o sistema de plantio direto com rotação e diversificação de culturas, o adequado aproveitamento de dejetos de animais, o uso racional de insumos químicos, o controle da erosão hídrica e a otimização da disponibilidade hídrica para as plantas e para a vazão dos rios. Além disso, deve respeitar as leis trabalhistas, valorizar a agricultura familiar e promover o uso de energias renováveis.
O programa Itaipu Mais que Energia é uma iniciativa da Itaipu Binacional que engloba diversas ações socioambientais para promover o desenvolvimento sustentável em sua área de influência. Lançado oficialmente em 2023, o programa abrange 434 municípios do Paraná e Mato Grosso do Sul, beneficiando cerca de 11 milhões de pessoas e está estruturado em quatro eixos principais: Manejo de Água e Solo, Saneamento Ambiental, Energias Renováveis e Obras Sociais, Comunitárias e de Infraestrutura. Com investimentos diversos, a empresa busca contribuir para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, promovendo a educação ambiental, o desenvolvimento rural sustentável e a gestão integrada de bacias hidrográficas.
De acordo com Gestor de Bacias Hidrográficas e Faixa de Proteção Ambiental da Itaipu, Edison Antonio Poier, a agricultura sustentável está conectada ao fornecimento de infraestruturas rurais como estradas, distribuição de água e maquinários para apoiar as comunidades rurais. A integração dessas infraestruturas visa beneficiar toda a comunidade, facilitando o acesso a serviços essenciais e melhorando a qualidade de vida.
Poier também enfatiza o incentivo ao uso de adubo orgânico proveniente de dejetos animais como uma alternativa sustentável aos fertilizantes químicos. Isso não só reduz o desperdício, mas também melhora a fertilidade do solo e minimiza impactos ambientais negativos.
“Se considerarmos os municípios lindeiros como Santa Helena, com um milhão de suínos, Missal com 600 mil, Itaipulândia com 300 mil, Entre Rios Oeste com aproximadamente 250 mil, Pato Bragado com pouco mais de 100 mil, e Toledo com 6 milhões de suínos, vemos um cenário impressionante. Cada suíno produz dejetos equivalentes aos de cinco a seis pessoas. Somente nesses municípios, os maiores produtores da nossa região, o volume de dejetos gerado é comparável ao de toda a população do Paraná.”
Biodigestores
O projeto de construção de biodigestores da Itaipu é uma iniciativa que visa promover a produção de biogás e biofertilizantes a partir de resíduos orgânicos. Em parceria com o Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (CIBiogás), a Binacional inaugurou uma Unidade de Demonstração de Biogás e Biometano. Esta planta utiliza resíduos urbanos, como esgoto, restos orgânicos de restaurantes e poda de grama, para produzir biogás e biometano.
A planta de biogás da Itaipu pode tratar mensalmente 10 toneladas de resíduos alimentares, 30 toneladas de poda de grama e 300 mil litros de esgoto, gerando 4 mil m³ de biometano por mês. Esse gás é utilizado para abastecer veículos da frota da usina, resultando em uma economia significativa de combustível e redução de emissões de gases de efeito estufa. Além disso, o projeto produz 300 mil litros de biofertilizante por mês, que são utilizados como adubo.


