Maior produtividade em áreas menores e redução do uso de defensivos são resultados da implementação da tecnologia
A biotecnologia já está presente em praticamente todas as áreas cultivadas das culturas de soja e de algodão certificadas. De acordo com o CropData, portal de dados da CLB, desde a introdução da tecnologia nas sementes, a área plantada registrou crescimento de 5% ao ano, enquanto a produção apresenta alta de 6,8%, resultado da produtividade abarcada.
Na safra 2025/26, a biotecnologia de combinação de resistência a insetos e tolerância a herbicidas foi utilizada em 38 milhões de hectares de soja, o que equivale a 78% da área total plantada no Brasil. No algodão, a tecnologia esteve presente em aproximadamente 1,1 milhão de hectares.
Segundo o gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides, o insumo agrícola foi uma das ferramentas responsáveis pela evolução da produção brasileira nas últimas décadas, pois permitiu ampliar a produção sem aumentar a área cultivada. Além disso, ele explica que a implementação da tecnologia também contribui com a redução na aplicação de defensivos.
“Hoje, a adoção é próxima de 100% nas sementes certificadas de soja e algodão. Para o produtor, isso significou 35% menos defensivos por hectare na soja e 27% no algodão. A margem por hectare subiu até 7% na soja e 64% no algodão. E com um clima mais instável e pragas cada vez mais resistentes, a biotecnologia também dá resiliência à lavoura”, conclui.
A nova atualização do CropData permite acompanhar a distribuição das áreas por tipo de biotecnologia usada nas sementes, o que contribui para a análise da evolução tecnológica da agricultura brasileira.
Texto: CropLife
Foto: Divulgação


