“Todos fazem parte do Agro”

Afirmação é do Presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (FEBRAC), Marcos Tang, que fala sobre objetivos, ações, políticas públicas, desafios, e como a agropecuária está comprometida com a sociedade   

O presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (FEBRAC), Marcos Tang, e, também, produtor de leite da Granja Tang, observa que a entidade agrega diferentes associações, de abelhas ao búfalo, e trabalha em prol dos direitos, interesses e aspirações da classe, estimulando a criação, oferecendo suporte comercial e qualificação zootécnica para obter a melhor genética e resultado dos animais, com bem-estar.    

Segundo o presidente, a Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça tem o intuito de promover e colaborar com o desenvolvimento técnico, genético, apuração e melhoramento das raças. Ela representa as associações junto às autoridades públicas, administrativas, levando as pautas, defendendo anseios e demandas das entidades, participando das câmaras setoriais para fortalecer cada um dos setores. A entidade também promove ações de qualificação técnico-científicas.

Marcos afirma que para participar da Febrac a entidade precisa ter estatuto, estar em dia com questões legais, ter objetivos, finalidade tecno-científica determinada, ter preceitos, entre eles, promover o bem-estar animal. 

Na 48ª Expointer, a Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), lançou o shopping rural, novidade, com o objetivo de dar suporte de suprimentos aos criadores e expositores da feira. “Foi algo inovador, muito bem recebido, teve muitos elogios e uma lista de produtos para serem incorporados para o próximo ano.  Para se ter uma noção, um fornecedor de feno vendeu mais de 1000 fardos nesta edição”, afirma. 

Conforme Marcos Tang, a Febrac tem que estar atenta à realidade, ao funcionamento do mercado agropecuário de cada setor que representa, não pode estar alienada, por exemplo, às questões econômicas, sanitárias, produtivas e climáticas. 

“O Rio Grande do Sul está no epicentro de problemas climáticos, nos últimos cinco anos, que refletem diretamente na produção de alimentos, forragens, grãos, comprometendo a alimentação animal e produtividade, no caso da produção de leite, cenário que gera endividamento no campo. Então, a Febrac está muito preocupada com todas estas questões”, observa. 

De acordo com o presidente da Febrac, neste ponto vem uma questão essencial para o desenvolvimento do campo, políticas públicas efetivas, que realmente possam ser acessadas por criadores e produtores. “Elas são fundamentais. Por exemplo, o setor do leite precisou investir muito em tecnologia para ter qualidade no leite, estrutura física, melhorar o sistema de ordenha, limpeza, ambiente, sanidade, e por aí vai. E para isso tudo são necessários muitos recursos. As políticas públicas precisam ser revistas, reformuladas para abranger todos os tamanhos de produtores. Tem linhas interessantes de financiamentos, mas os agropecuaristas têm dificuldade de se credenciar, até em função de todos os problemas que o campo vive, climáticos e de endividamento. É preciso mais recursos para o campo e com mais agilidade, principalmente, em casos de perdas climáticas”, observa Marcos Tang. 

Ele ressalta que é preciso desmistificar e parar de espalhar notícias falsas sobre a agropecuária brasileira, de colocar o pequeno agricultor contra o grande produtor do agronegócio. “Quem vende alface, queijo, leite, soja, não importa o tamanho, todos fazem parte do Agro, que é formado por pequenas, médias e grandes propriedades rurais. Isso precisa ficar claro para o consumidor. Então, não importa o tamanho, tem produtor de 10 hectares que faz maravilhas, assim como de 500 hectares ou 1000 hectares, todos estão ali produzindo, com seu suor, alimentos. Um não é inimigo do outro. O produtor de leite trabalha 365 dias do ano, por exemplo”, comenta o presidente. 

É importante manter um intercâmbio, permanente, diálogo com as famílias, nas feiras, com os consumidores, estar sempre próximo e unido do público consumidor. “Destacar que cada criador, nas diferentes espécies de animais, se dedica a sua atividade porque tem vocação por determinado tipo de animal ou raça. Essa vocação aliada há muito trabalho e conhecimento produz e gera resultados para toda sociedade. E, principalmente, mostrar o quanto o criador está comprometido com aquilo que faz, com muito amor e carinho. Esses são exemplos de todas as lutas que a federação incorpora junto com as associações”, finaliza o presidente da Febrac, Marcos Tang.