Programa prevê R$ 97,3 bilhões em recursos para a agricultura familiar em todo o país, com cerca de R$ 18 bilhões destinados ao Rio Grande do Sul
Agricultores familiares da região Sul do Rio Grande do Sul conheceram, nesta quinta-feira (6), as principais medidas do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 durante uma apresentação realizada em Capão do Leão. O encontro reuniu cerca de 300 produtores, na Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), e contou com a participação da ministra da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli.
A nova edição do programa disponibilizou R$ 97,3 bilhões em recursos para ações voltadas ao crédito rural, seguro, compras públicas e assistência técnica. Desse total, R$ 85,2 bilhões serão direcionados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), representando crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.
Durante a agenda, a ministra destacou que o Rio Grande do Sul deverá receber aproximadamente R$ 18 bilhões em recursos do Pronaf, reforçando o apoio à produção realizada por pequenos agricultores no Estado.
Entre os destaques do plano estão as reduções nas taxas de juros para algumas modalidades de financiamento. As operações voltadas à produção de alimentos básicos tiveram a taxa reduzida de 3% para 2% ao ano. Já os projetos ligados à agroecologia, produção orgânica e sociobiodiversidade passaram a contar com juros de 1% ao ano.
Segundo Fernanda Machiaveli, a Zona Sul gaúcha tem papel estratégico na produção de alimentos, com destaque para culturas como arroz e pêssego, e as novas condições de financiamento buscam estimular uma produção mais sustentável e ampliar a oferta de alimentos saudáveis.
Além da apresentação do Plano Safra, a ministra participou de uma reunião com representantes de entidades ligadas à agricultura familiar da região. O encontro teve como pauta as principais demandas dos produtores, os impactos esperados do fenômeno El Niño sobre a atividade agrícola e estratégias para fortalecer modelos de produção mais adaptados às mudanças climáticas.
O coordenador do Fórum da Agricultura Familiar, Mauro Nolasco, avaliou que o programa amplia as possibilidades de financiamento para os produtores, mas ressaltou a necessidade de facilitar o acesso às linhas de crédito disponíveis. Segundo ele, uma das prioridades será aproximar agricultores e agentes financeiros responsáveis pela operacionalização dos recursos.
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