Agricultura feita com tradição e sustentabilidade

Orientações, capacitações, acompanhamento efetivo da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (AGERP) são fundamentais para mulheres e comunidades tradicionais aprimorar cadeias produtivas

“A assistência da AGERP foi crucial para que eu melhorasse a criação de aves e aprendesse a vender mais, a diversificar o meu trabalho”, afirma Sebastiana Costa. Crédito: Fernando dos Anjos

A criação de aves e a força da agricultura familiar

Na comunidade Arraial, localizada na área do Quebra-Pote, em São Luís, no Maranhão, a agricultora familiar, Sebastiana Costa, é exemplo de dedicação à criação de aves. Uma atividade que combina tradição e sustentabilidade. Atendida pelos profissionais da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (AGERP), Sebastiana conta com a orientação do veterinário, Anderson Mateus, que tem sido um pilar fundamental para o sucesso de sua produção.

A atuação da AGERP na criação de aves da Sebastiana vai além da simples orientação técnica: é um trabalho de fortalecimento da cadeia produtiva sustentável e da autonomia produtiva. Sebastiana, que criava aves de forma tradicional, passou a aplicar técnicas mais modernas e sustentáveis, como a utilização de ração orgânica e manejo adequado dos galpões, sempre com foco na saúde das aves e na preservação do meio ambiente.

“A assistência da AGERP foi crucial para que eu melhorasse a criação de aves e aprendesse a vender mais, a diversificar o meu trabalho. Agora, consigo produzir com mais qualidade e garantir um sustento melhor para minha família”, diz Sebastiana.

Sebastiana, que criava aves de forma tradicional, passou a aplicar técnicas mais modernas e sustentáveis. Crédito: Fernando dos Anjos

A presença de Anderson Mateus tem sido um diferencial no aprimoramento das técnicas de manejo animal e gestão de pequenas propriedades, ajudando Sebastiana a se conectar com mercados justos e mais amplos. Além disso, a AGERP contribui com o acesso a políticas públicas que visam a inclusão produtiva de pequenos criadores no cenário estadual. “Essa atividade é feita de forma contínua com orientação técnica, acompanhamento, aperfeiçoamento das práticas, capacitação dos agricultores familiares”, afirmou Anderson Mateus. 

Os atendimentos são direcionados para as necessidades dos produtores familiares. É feito um diagnóstico com orientação para suas necessidades de forma individualizada para potencializar o perfil de cada um. Para Sebastiana, é de suma importância o acompanhamento da AGERP para garantir a qualidade da produção e escoamento dos produtos, com orientação, também para vendas.

Inclusão produtiva Terra Indígena Rio Pindaré
Crédito: AGERP-MA

AGERP avança na implantação de unidade de inclusão produtiva na Terra Indígena Rio Pindaré

Com o objetivo de fortalecer a segurança alimentar e promover autonomia produtiva nas comunidades indígenas do Maranhão, a Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (AGERP) realizou, no começo de junho, discussões para a implantação de uma nova unidade de inclusão socioprodutiva na Terra Indígena (TI) Rio Pindaré, localizada no município de Bom Jardim. A ação é direcionada ao povo tentehar/guajajara e representa um passo importante nas políticas públicas voltadas aos povos originários.

O encontro aconteceu na Aldeia Areinha, reunindo lideranças indígenas, representantes da AGERP e técnicos da região. A unidade será voltada para atividades estratégicas para a segurança alimentar local: a criação de peixes e o cultivo de mandioca e açaí. Essas cadeias produtivas foram escolhidas com base em um diagnóstico participativo, considerando os hábitos alimentares, a viabilidade ambiental e o conhecimento tradicional do povo tentehar/guajajara. 

A iniciativa integra o Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) Indígena, coordenado pela Diretoria de ATER da AGERP, e conta com o apoio da Diretoria de Pesquisa, por meio da Coordenação de Pesquisa Pesqueira e Aquícola, além do suporte técnico do escritório regional da AGERP em Santa Inês.

Segundo os coordenadores do programa, o objetivo da ação é articular conhecimento técnico com saberes ancestrais, buscando soluções que respeitem a cultura indígena e promovam sustentabilidade de longo prazo. “A gente não está levando um modelo fechado. Estamos construindo com a comunidade um projeto que reflita seus desejos, suas práticas e sua visão de futuro”, afirmou um dos representantes da AGERP durante a reunião.

O líder indígena, Fabrício Guajajara, enfatizou a importância desta abordagem participativa e do reconhecimento da comunidade como protagonista no processo de desenvolvimento. “Quando a gente recebe alguém do governo, a AGERP, por exemplo, que vem apresentar projetos, não no sentido de já trazer pronto, mas de nós construirmos juntos, é muito bom. Isso mostra respeito, escuta e compromisso com nosso povo”, afirma. 

A escolha do açaí, da mandioca e da piscicultura como eixos produtivos não é aleatória. Além de serem alimentos essenciais para a dieta das famílias da aldeia, essas culturas possuem potencial econômico e ambiental. A piscicultura, por exemplo, pode garantir uma fonte de proteína estável e gerar excedentes comercializáveis. Já o cultivo de mandioca e açaí pode ser realizado em sistemas agroflorestais, integrando reflorestamento, preservação de nascentes e geração de renda.

A reunião faz parte de um processo contínuo de acompanhamento técnico, formações e planejamento participativo. Nos próximos meses, a AGERP deve realizar visitas técnicas, oficinas e a estruturação dos primeiros módulos produtivos na aldeia. 

A AGERP segue trabalhando para que a extensão rural seja instrumento de transformação social, não apenas levando conhecimento técnico, mas construindo juntos alternativas para o bem-viver dos povos indígenas do Maranhão.

Por meio desta ação, o governo do Maranhão reafirma seu compromisso com a inclusão socioprodutiva, o respeito aos povos originários e o fortalecimento de uma agricultura familiar baseada na sustentabilidade, na escuta ativa e na valorização das culturas tradicionais.

Líder indígena, Fabrício Guajajara, enfatizou a importância desta abordagem participativa e do reconhecimento da comunidade como protagonista no processo de desenvolvimento. Crédito: AGERP-MA

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