Em 2024, o programa capacitou 5.855 produtores em 121 municípios. Ao longo das sete edições foram entregues 4.612 cartões do Crédito Social, com valores de até R$ 5 mil cada, para apoiar novos empreendimentos no campo
Uma pesquisa realizada pela Emater Goiás revelou que 76% dos produtores rurais atendidos pelo programa Agro é Social registraram aumento na renda familiar em 2024. O levantamento ouviu quase duas mil pessoas que participaram dos cursos de capacitação e receberam o Crédito Social, benefício destinado a agricultores que sonham em abrir ou ampliar seu negócio.
Segundo os dados, 83% dos entrevistados conseguiram implantar o projeto agrícola com o apoio técnico da Emater. O levantamento mostra, ainda, que 82% dos produtores afirmam que o projeto implantado já trouxe aumento na produção e renda. Mais de 60% passaram a vender em feiras e mercados locais, fortalecendo o empreendedorismo rural e contribuindo com a economia dos municípios e comunidades rurais.
De acordo com o presidente da Emater Goiás, Rafael Gouveia, os resultados reforçam a importância de oferecer crédito aliado à assistência técnica. “A nossa meta para 2025 é chegar a 9 mil produtores beneficiados, com um investimento de R$ 45 milhões do governo de Goiás no Crédito Social”, afirma.

Um dos exemplos de quem já sente os resultados, na prática, é a produtora rural, Tatiely, moradora do assentamento Canudos, em Campestre. Ela participou do curso de Avicultura oferecido pela Emater Goiás e recebeu o Crédito Social, que possibilitou ampliar a criação de galinhas caipiras na propriedade. “Com o benefício, consegui investir na compra de mais aves e melhorar a estrutura para a produção. Hoje, vendo mais e consigo complementar a renda da minha família”, conta Tatiely.
Em 2024, o programa capacitou 5.855 produtores em 121 municípios. Ao longo das sete edições do Agro é Social, foram entregues 4.612 cartões do Crédito Social, com valores de até R$ 5 mil cada, para apoiar novos empreendimentos no campo.
Para a coordenadora do programa, Janete Rocha, o acompanhamento técnico é essencial para garantir o bom uso dos recursos. “Esse suporte faz diferença para o produtor organizar o negócio, aplicar o crédito de forma correta e gerar resultados reais. A cada dia, recebemos relatos de histórias de sucesso que nasceram com o Agro é Social”, explica.
“Ao criarmos condições de trabalho e geração de renda, mantemos as famílias na terra, fortalecendo as comunidades rurais em todo o estado, além de inspirar os mais jovens, garantindo a sucessão familiar no agronegócio. Um desafio que exige apoio, incentivo e condições para manter as novas gerações no campo”, conclui o presidente da Emater Goiás, Rafael Gouveia.
Com Agro é Social, produtora de Goianápolis amplia renda e faz planos para crescer
O trabalho desenvolvido pela Emater Goiás, por meio do Programa Agro é Social, tem mostrado resultados concretos no campo. Quando o apoio técnico e oportunidades se unem à força de vontade e ao comprometimento dos beneficiários, vidas são transformadas.
É o que demonstra a história da produtora rural, Izadora Matias de Agostinho, de Goianápolis, que participou do programa em 2024 e, hoje, dá passos firmes na estruturação do próprio negócio com geração de renda para sua família. “Hoje, eu consigo ajudar mais em casa e sonho ampliar a produção. Hoje, meu marido trabalha como diarista em construção, mas meu desejo é que possamos trabalhar juntos e viver do nosso negócio”, revela Izadora.
Izadora já vendia bolos confeitados. Fez o curso de Salgados durante o Agro é Social e com os recursos do Crédito Social, investiu na estruturação, adquirindo forno semiprofissional, formas, colheres e insumos para fabricação de salgados, que foi essencial para expandir a produção. “Ao criarmos condições de trabalho e geração de renda, fortalecemos comunidades rurais em todo o estado. A cada dia, recebemos relatos de histórias de sucesso como da Izadora, que cresceu com o Agro é Social. Um exemplo de empreendedorismo e visão de futuro”, comemora o presidente da Emater Goiás, Rafael Gouveia.
Além do fortalecimento do negócio, Izadora já projeta os próximos passos: construir uma cozinha profissional nos fundos da residência, onde pretende trabalhar ao lado do marido. A ideia é que a atividade se torne a principal fonte de renda da família.
Outro plano da produtora é abrir um ponto comercial na frente da casa, com estrutura de lanchonete para a venda direta da produção. O objetivo é atender moradores da região e continuar recebendo os clientes que fazem encomendas. Izadora é acompanhada pela técnica agrícola da Emater Goiás em Goianápolis, Daniele Lima, que é responsável pelo atendimento à produtora.
“A Izadora é um exemplo de como o Agro é Social pode gerar inclusão produtiva de forma real e imediata. Ela aproveitou a capacitação, fez bom uso do crédito e agora está planejando crescer com base no que aprendeu. Para nós, da Emater, é uma grande satisfação acompanhar esse processo”, afirma a técnica.

Crédito: Abraão Toledo
Com Agrocolégio e Agro é Social Jovem, Goiás investe na juventude rural
Garantir a permanência dos jovens no campo é um dos maiores desafios para o futuro da agricultura familiar e do desenvolvimento rural sustentável. A sucessão familiar vai além da transferência de propriedades, ela envolve conhecimento prático, pertencimento e oportunidade para que os filhos e filhas de agricultores enxerguem no campo um caminho promissor de vida e trabalho.
Em Goiás, esse compromisso com a juventude rural já vem sendo colocado em prática por meio de iniciativas como o Agrocolégio Estadual Maguito Vilela e o programa Agro é Social Jovem, desenvolvidos pelo governo de Goiás, por meio da Emater Goiás e parceiros.
Criado para oferecer ensino médio integrado à formação técnica em agropecuária, o Agrocolégio atende filhos de agricultores familiares com metodologia de alternância entre sala de aula e campo, promovendo aprendizado prático e vínculo com o território e preparando jovens para atuar com conhecimento e protagonismo nas propriedades rurais.
Já o Agro é Social Jovem aposta na capacidade empreendedora dos jovens rurais, com capacitação com aulas presenciais e atividades à distância voltados à gestão de pequenos negócios, além de integrá-los a políticas públicas já existentes, incentivando a permanência em suas comunidades e o empreendedorismo com oportunidades reais de desenvolvimento pessoal e profissional.
“Essas ações colocam Goiás na vanguarda da sucessão familiar no Brasil. A sanção da Política Nacional de Juventude e Sucessão Rural, que reconhece o papel estratégico da juventude rural do Brasil, só reforça que estamos saindo na frente em pautas importantes para o desenvolvimento e o futuro do país”, afirma o presidente da Emater Goiás, Rafael Gouveia.
O presidente afirma ainda que a atuação da Emater junto aos jovens é essencial para garantir a continuidade da nova geração no meio rural. “Ao trabalhar com a juventude rural, estamos contribuindo diretamente para a sucessão familiar nas propriedades e para a modernização das práticas produtivas, ampliando o acesso dos jovens às políticas públicas e o conhecimento de temas importantes como empreendedorismo, associativismo e cooperativismo”, reforça.
A nova lei
O governo federal sancionou, em 24 de julho, a Política e o Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural (Lei nº 15.178), com o objetivo de integrar ações que garantam direitos e promovam a sucessão rural entre jovens do campo, das florestas e das águas. A iniciativa prevê acesso à terra, crédito, serviços públicos, oportunidades de trabalho e participação social, com foco no fortalecimento da agricultura familiar e no desenvolvimento sustentável.

Crédito: Emater Goiás
Em Cavalcante, Emater Goiás encerra primeira edição do Agro é Social Quilombola
Ao lado da primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, a Emater Goiás realizou na quarta-feira, 09/07, o encerramento da primeira edição do Agro é Social Quilombola, na Comunidade Kalunga do Engenho II, em Cavalcante. Foram entregues 161 certificados a produtores rurais da região que participaram dos cursos e 122 cartões do Crédito Social, totalizando mais de R$ 609 mil investidos na promoção do empreendedorismo rural nas comunidades tradicionais.
“Estamos transformando a vida de famílias que vivem da produção rural em Goiás, por meio do Agro é Social. E aqui em Cavalcante e nas comunidades Kalunga não é diferente. Vamos continuar trabalhando cada vez mais para que Goiás continue avançando sem deixar ninguém para trás”, afirmou Gracinha Caiado durante as entregas.
Segundo o presidente da Emater Goiás, Rafael Gouveia, o programa Agro é Social se consolidou como o maior programa de inclusão produtiva do país, promovendo a independência econômica de produtores rurais por meio do Crédito Social e estimulando o surgimento de novos empreendimentos familiares, com geração de renda e redução da extrema pobreza em Goiás.
“Com o Agro é Social Quilombola nós queremos impulsionar o trabalho dos produtores que vivem nas comunidades quilombolas. Com o Crédito Social eles vão investir na sua atividade produtiva e gerar renda para sua família, além de preservar sua cultura e tradições”, destacou.
Nesta edição, foram ofertados cursos técnicos nas áreas de Horticultura, Avicultura, Desossa de Frango e Turismo Rural em seis comunidades, sendo elas: Engenho II, Vão do Moleque, São José, São Domingos, Ema e Diadema, que ficam nos municípios de Cavalcante e Teresina de Goiás.
Além da capacitação, os participantes que atenderem aos critérios do programa receberam o Crédito Social, um benefício de até R$ 5 mil oferecido pelo Governo de Goiás para ser utilizado na compra de insumos, equipamentos e demais itens necessários para iniciar ou expandir seu próprio negócio.
“Agradeço a cada um de vocês que trouxeram estes programas para nossa comunidade. Fiz o curso de Turismo Rural pelo Agro é Social e com o Crédito Social vou investir na minha pousada e ampliar o trabalho que já desenvolvo na minha propriedade, onde recebo turistas que vêm conhecer as cachoeiras da região”, agradece a Maurício Ferreira, que é guia turístico e também foi beneficiado com antena de internet gratuita via satélite do programa Cidadão Tech Campo.
O programa é uma ação do Goiás Social, executado pela Emater Goiás, em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa). Os recursos são provenientes do Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás (Fundo Protege).
Lançamento PAA Quilombola 2025
Durante o evento, Gracinha Caiado também realizou o lançamento oficial do novo edital do Programa de Aquisição de Alimentos Quilombola, exclusivo para agricultores familiares de comunidades tradicionais.
Por meio do PAA, cada produtor pode vender até R$ 15 mil em alimentos, que serão comprados pelo Governo de Goiás e doados a famílias em situação de insegurança alimentar. As inscrições podem ser realizadas até 31 de julho pela Plataforma PAA Goiás, disponível no site da Seapa. Produtores interessados em participar podem procurar atendimento nos escritórios locais da Emater para tirar dúvidas ou receber auxílio no processo de inscrição.


