Conforme o Ibrahort, com relação à produção, o Brasil movimenta cerca de 17,4 bilhões de toneladas de produtos hortícolas por ano, com valor próximo a R$ 82 bilhões
A horticultura brasileira vive um momento de transformação, com avanços tecnológicos, desafios logísticos e grande potencial econômico e social, segundo o Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort).
Cenário atual da horticultura no Brasil
Conforme o Ibrahort, com relação à produção, o Brasil movimenta cerca de 17,4 bilhões de toneladas de produtos hortícolas por ano, com valor próximo a R$ 82 bilhões, no varejo. O consumo é ainda abaixo do ideal nutricional recomendado, e é afetado por fatores econômicos e hábitos alimentares. O Brasil está bem abaixo do que recomenda a FAO, cerca de 400 gramas por dia, o que não chega a 1/3 de frutas e hortaliças juntas. O Ibrahort afirma que o setor tem grande importância econômica e representa entre 3% e 4% do PIB do agronegócio, com forte presença nas Ceasas e mercados locais.
Principais elos da cadeia produtiva
De acordo com o Ibrahort , a produção agrícola é majoritariamente feita por pequenos produtores, sendo cerca de 85% deles da agricultura familiar. A distribuição e logística é feita pelas Centrais de Abastecimento (Ceasas), cooperativas e atacadistas. “Hoje temos mais de 60 centrais de abastecimento no Brasil”, afirma o Instituto.
A comercialização da produção é realizada no varejo, em feiras livres e supermercados. “A exportação é muito baixa e, essencialmente, voltada aos países do Mercosul nos momentos de entressafra destes países”, observa.
O Ibrahort ressalta que a integração entre produção, transporte e comercialização é essencial para garantir abastecimento e qualidade, e por isso é preciso investir em padronização e cadeia do frio.
Estados e regiões de destaque
O estado de São Paulo é líder em tecnologia e logística. “Minas Gerais e Paraná têm clima favorável e estrutura agrícola consolidada, principalmente, além de Goiás e triângulo Mineiro, com produção no cerrado e consolidando áreas com maior propriedades e gestão profissional.
O estado do Ceará (Serra da Ibiapaba), Irecê, Mucuge, (Chapada Diamantina) se destacam na produção de hortaliças o ano inteiro. “Tem clima estável, infraestrutura, acesso a tecnologia e proximidade dos centros consumidores e, muitas vezes, são os fatores que norteiam e impulsionam a produção”, de acordo com o Ibrahort.
Desafios
Conforme o Instituto, entre os desafios do setor de horticultura estão as mudanças climáticas, custo elevado de insumos e falta de mão de obra qualificada. Além disso, na comercialização, as perdas pós-colheita, logística deficiente e baixa agregação de valor aos produtos.
Tendências para os próximos anos
Segundo o Ibrahort as tendências para os próximos anos estão na agricultura digital, com monitoramento remoto e automação. Cultivo protegido dos alimentos em estufas e controle climático. Foco em sustentabilidade, utilização de bioinsumos, redução de desperdício e rastreabilidade.
Contribuição para segurança alimentar
Conforme o Instituto, os benefícios para nutrição são inúmeros, porque as hortaliças são fontes essenciais de vitaminas, fibras e antioxidantes.
O Instituto ressalta a importância do acesso à população à hortas comunitárias e o contato com a agricultura urbana, que ampliam a oferta de alimentos saudáveis. O Ibrahort trabalha para contribuir, diretamente, para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, “Fome Zero” e “Cidades Sustentáveis”.
Impacto econômico e social
De acordo com o Ibrahort, o setor de horticultura tem grande impacto econômico e social, gera milhões de postos de trabalho, especialmente, em áreas rurais, fortalece a economia local e regional, estimula o comércio, serviços e infraestrutura nas regiões produtoras.
Inovações tecnológicas
As inovações tecnológicas são fundamentais para o setor, como a irrigação inteligente que reduz desperdício e aumenta eficiência produtiva. Os bioinsumos são alternativas sustentáveis aos defensivos químicos, e a digitalização é necessária para acessar as plataformas de gestão agrícola e rastreabilidade.
Agro brasileiro
A agricultura familiar é responsável por grande parte da produção de hortaliças no país. No entanto, conforme o Ibrahort, é preciso ampliar o acesso ao crédito, capacitação técnica e inclusão em políticas públicas, que são fundamentais para o setor.
O Ibrahort enfatiza que o setor é competitivo, ganhando espaço, cada vez mais com produtos diferenciados, saudáveis e com rastreabilidade. “As exportações estão em crescimento gradual, com abertura de novos mercados e parcerias internacionais. A horticultura pode se consolidar como um segmento estratégico do agro brasileiro, especialmente com foco em nichos de alto valor agregado”, segundo o Ibrahort.
Sobre o Ibrahort
Fundado em 2010, o Instituto Brasileiro de Horticultura – IBRAHORT, é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), sem fins lucrativos, que tem como missão representar e projetar a horticultura nacional perante a sociedade, organizando e fortalecendo a cadeia produtiva para ampliar o mercado de alimentos seguros e saudáveis.
Em 2025, o IBRAHORT celebrou seus 15 anos de atuação estratégica, consolidando-se como a principal entidade de representação da horticultura nacional. Atualmente, o Instituto reúne 87 empresas associadas, entre produtores, integradores, cooperativas, e demais elos do setor. Juntas, movimentam mais de R$ 3 bilhões ao ano, com uma base produtiva que envolve cerca de 1.200 produtores parceiros, associados e cooperados, além das principais centrais de abastecimento do país (Ceasa MG e CEAGESP).
O IBRAHORT atua na organização e no fortalecimento da cadeia produtiva para ampliar o mercado de alimentos seguros e saudáveis, pautando-se por valores como sustentabilidade, credibilidade, melhoria contínua, engajamento e legitimidade.


