Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) é única associação que congrega todos os elos da cadeia, do campo à indústria, incluindo distribuição e serviços, sendo fundamental para o fortalecimento do sistema agroindustrial
A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) trabalha, há mais de 30 anos, para fortalecer a cadeia produtiva do agronegócio no Brasil, que é um dos maiores produtores de alimentos, fibras e energia renovável do mundo e tem um papel central para segurança alimentar e energética do planeta. No entanto, essa vocação para o agronegócio estabelece grandes desafios, entre eles, crescer de forma sustentável, priorizando o desenvolvimento econômico, social e ambiental.
Segundo o presidente da ABAG, Luiz Carlos Corrêa Carvalho (Caio), a associação foi criada em 1993 com o objetivo de estabelecer, dentro do agronegócio brasileiro, uma organização no processo de desenvolvimento sustentável, aproximando o setor, e todos os seus stakeholders, da economia nacional e internacional. “É a única associação que congrega todos os elos da cadeia, do campo à indústria, distribuição e serviços, sendo fundamental para o fortalecimento do sistema agroindustrial e das relações com o governo, iniciativa privada, entidades de classe e instituições de ensino”, explica Caio.
O presidente da ABAG afirma que a missão da associação é buscar equilíbrio nas cadeias produtivas, de modo a valorizá-las, ressaltando sua fundamental importância para o desenvolvimento sustentável do Brasil. ” Nossos esforços estão direcionados em contribuir com ser a liderança global brasileira na oferta, de forma competitiva, dos produtos agroindustriais”, ressalta.
A ABAG conta com mais de 80 empresas associadas atuantes na cadeia do agronegócio, ou seja, antes, dentro e depois da porteira, bem como outros agentes, como startups, bancos e financiadores, consultorias e escritórios de advocacia.
História
A apresentação oficial da ABAG ocorreu, no dia 10 de março de 1993, no Congresso Nacional, em Brasília, pelo presidente-fundador, Ney Bittencourt de Araújo, um visionário e apaixonado pelo agronegócio brasileiro. Ele destacou quatro grandes problemas do país, nos quais o agronegócio poderia contribuir para solucionar. Primeiro, organizar o processo de desenvolvimento sustentado; segundo, integrar à economia internacional; terceiro, eliminar as profundas desigualdades de renda e dos bolsões de miséria; e quarto, ter respeito ao meio ambiente.
“A contribuição da ABAG, desde então, tem sido ressaltar junto ao governo, iniciativa privada, entidades de classes e universidades a importância do trabalho de gestão e gerenciamento de todo o sistema agroindustrial e a implantação de medidas que o fortaleçam”, observa o presidente da entidade.
Comitês
A ABAG conta com 7 comitês temáticos, são eles, de Assuntos Jurídicos; Agroenergia; Comunicação; Inovação; Insumos, Máquinas e Implementos Agrícolas; Sustentabilidade; e, Relações Internacionais. Os comitês são espaços para discussão de ideias e demandas relacionadas aos seus diferentes temas, com participação livre de seus membros, convidados estratégicos e uma estrutura de ação ajustada aos assuntos abordados de acordo com as necessidades apresentadas.
Agroenergia
Segundo o coordenador do Comitê de Agroenergia , Jacyr Costa (Agroadvice), o objetivo é aumentar a participação das energias renováveis como biocombustíveis, bioeletricidade e biogás na matriz energética brasileira. “Além disso, incentivar o debate sobre geração de eletricidade em micro redes e em projetos de eletrificação rural. Apoiar o uso dessas tecnologias interligadas. Reforçar o Programa RenovaBio. Aumentar a conscientização do potencial multifacetado da agroenergia”, afirma.
Comunicação
De acordo com o coordenador, Paulo Zappa (ABAG), o Comitê de Comunicação visa promover ações em prol da imagem e reputação do agronegócio no Brasil e no exterior. “Assim como debater assuntos e temas transversais que afetam a imagem do setor e propor soluções. Monitorar as tendências e os movimentos das mídias. Organizar encontros que visam a discussão e a divulgação de temas setoriais”, ressalta.
Assuntos Jurídicos
O Comitê de Assuntos Jurídicos analisa, propõe ideias e alinha entendimentos sobre os assuntos judiciários relacionados às cadeias agroindustriais. Defender o interesse do setor e buscar, por meio de instrumentos de política agrícola, transmitir maior segurança jurídica ao ambiente das atividades. Discutir e fomentar proposições de legislações que atendam ao agronegócio.
Insumos, Máquinas e Implementos Agrícolas
Conforme o coordenador, Pedro Estevão (Jacto), o Comitê de Insumos, Máquinas e Implementos Agrícolas tem como objetivos estimular a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação, com base na ciência. “E, também, incentivar marcos regulatórios modernos e em sintonia com a regulamentação internacional. Contribuir para a liderança brasileira em agricultura tropical. Compartilhar o cenário de futuro do agronegócio, diante da importância crescente dos insumos”, comenta.
Inovação
O coordenador, João Comério (Innovatech), do Comitê de Inovação, ressalta que o objetivo é atuar junto ao governo para estabelecimento e manutenção de políticas públicas favoráveis à inovação no setor. “Defender esses interesses com instrumentos de inovação para obter e assegurar maior produtividade. Fomentar iniciativas incrementais e disruptivas de inovação no agronegócio. Analisar, propor ideias, fomentar e alinhar os programas de inovação do setor. Fomentar a integração entres os comitês da ABAG em suas ações de Inovação”, comenta.
Relações Internacionais
Coordenado por Ingo Plöger (IPDES), este Comitê busca a participação ativa em negociações internacionais de comércio. “Monitoramento das alterações tarifárias. Discussão e auxílio à utilização dos instrumentos de defesa comercial (dumping, subsídios e medidas compensatórias). Atuação para mitigação de barreiras não tarifárias às exportações brasileiras. Promoção da imagem do agronegócio brasileiro. Desburocratização do comércio exterior. Interlocução junto aos órgãos governamentais”, observa.
Sustentabilidade
O coordenador, Eduardo Bastos (Mycarbon), do Comitê de Sustentabilidade, destaca que os objetivos envolvem formular planos de ação visando a consolidação das práticas sustentáveis e criação de valor econômico, ambiental e social. “Assim como sedimentar o conceito e a prática de sustentabilidade. Mapear e propor a aplicação de indicadores de sustentabilidade. Inserir o Agronegócio na agenda nacional e internacional de Mudanças Climáticas”, destaca.
PIB
O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária brasileira alcançou R$ 2,72 trilhões em 2024, sendo R$ 1,9 trilhão referente ao segmento agrícola e R$ 819,26 bilhões ao pecuário, calculado a preços do quarto trimestre de 2024. Considerando o desempenho do PIB nacional no período, a participação do agronegócio na economia brasileira foi de 23,2% em 2024, valor próximo ao registrado no ano anterior, quando representou 23,5%, segundo estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

