Tratores concentram 87% da preferência nas compras por consórcio de máquinas agrícolas

Para a Agritech, modalidade permite planejar a aquisição de equipamentos para diversas culturas em um cenário de juros elevados e restrições de crédito rural

O consórcio de máquinas agrícolas movimentou R$ 15,48 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, uma queda de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar da retração, o segmento registrou alta de 3,8% no número de participantes ativos em 12 meses, chegando a 477,55 mil consorciados. Os dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram ainda que os tratores concentraram 87% da preferência nas aquisições, enquanto outros equipamentos responderam por 51% do segmento de consórcios de veículos pesados no país, à frente dos caminhões, com 41%, e de outras categorias, com 8%.

Para o gerente de Vendas e Marketing da Agritech, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, o consórcio segue como uma alternativa relevante para pequenos e médios produtores no planejamento de investimentos em mecanização rural. A modalidade, no entanto, exige organização financeira, especialmente em um período marcado por juros elevados, restrições de caixa e dificuldades para renegociar dívidas rurais.

“Diferentemente de uma compra financiada, o Consórcio Nacional Agritech funciona por meio de contribuições mensais dos participantes, com acesso ao crédito condicionado à contemplação por sorteio ou lance, conforme as regras do grupo. Por isso, a aquisição depende do planejamento em cada propriedade”, pontua.

Tratores têm preferência nas aquisições

Na Agritech, o trator 1155 Plus é o mais adquirido pelos consorciados da empresa. Voltada à agricultura familiar, a linha reúne configurações para diversas culturas e condições de trabalho. Os modelos são equipados com motores Yanmar, sistema hidráulico com capacidade de levante de 1.500 kg, tomada de potência independente e câmbio lateral. Com raio de giro de 2.250 mm, facilitam manobras em áreas estreitas. A série oferece versões standard, cabinada, cafeeiro estreito, cafeeiro super estreito, super tração, parreira, parreira super estreito, arrozeiro e cultivo, com opções voltadas a diferentes perfis de propriedades rurais.

Outro modelo de destaque na modalidade é o AGT-20, lançado no início de 2026. Com motor de 17 cv, câmbio 9×3, sistema hidráulico universal e tomada de potência com duas velocidades, de 540 e 1.000 rpm, o trator foi projetado para atuar em variadas culturas. Sua bitola superestreita permite trabalhar em espaços reduzidos, característica que favorece a adequação do equipamento à rotina de pequenas propriedades.

“Em um cenário de crédito mais restrito, o produtor precisa avaliar com cuidado como vai investir na mecanização. O Consórcio Nacional Agritech permite organizar a compra de um trator ao longo do tempo. Com planejamento, ele analisa a modalidade de acordo com a realidade da propriedade e as demandas de sua lavoura”, afirma Oliveira.

Texto: Agritech

Foto: Divulgação

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