
O bem-estar animal integra a estratégia produtiva da Aurora Coop e está presente em todas as etapas da cadeia, da criação dos animais ao transporte e processamento industrial. A cooperativa mantém programas específicos, auditorias, assistência técnica e certificações internacionais voltadas à qualidade, à segurança dos alimentos e às condições adequadas de manejo.
De acordo com o vice-presidente de Agronegócios da Aurora Coop, Marcos Antônio Zordan, o tema faz parte de um processo construído ao longo de mais de duas décadas e acompanha a evolução dos sistemas produtivos da cooperativa. “Temos um trabalho consolidado de bem-estar animal, que envolve produtores, equipes técnicas, transportadores e unidades industriais. É uma área que exige acompanhamento permanente, critérios técnicos claros e atualização constante dos processos”, afirma.
O Programa de Bem-Estar Animal da Aurora Coop segue princípios do protocolo internacional Welfare Quality®, referência mundial na avaliação das condições de criação e manejo. A cooperativa também adota uma política de Tolerância Zero contra maus-tratos e mantém capacitações, auditorias periódicas e controles em diferentes etapas da produção.
Nos últimos anos, a Aurora Coop ampliou investimentos em estruturas e práticas voltadas à saúde e ao conforto dos animais. Entre as mudanças estão a transição das matrizes suínas para sistemas de gestação coletiva e a implantação de recursos de enriquecimento ambiental nas granjas, além da atualização de protocolos técnicos.
Segundo Zordan, as mudanças acompanham tanto os avanços científicos quanto as exigências dos mercados consumidores. “O conceito de produção animal evoluiu muito. Hoje, além dos indicadores produtivos e sanitários, existe uma atenção cada vez maior às condições de alojamento, manejo, transporte e comportamento dos animais. A Aurora Coop acompanha essa evolução e incorpora novas práticas sempre que elas representam ganho técnico e melhoria do sistema”, destaca.
VERTICALIZAÇÃO
Outro diferencial é o modelo verticalizado de produção, que permite à cooperativa acompanhar etapas como genética, nutrição, biosseguridade, manejo, transporte e processamento. A integração facilita a rastreabilidade, a padronização dos procedimentos e a aplicação de protocolos em toda a rede de produtores integrados.
A assistência técnica também ocupa posição central nesse processo. Médicos-veterinários, zootecnistas, técnicos agropecuários e equipes multidisciplinares prestam orientação permanente nas propriedades, com atenção à sanidade, ambiência, nutrição, biosseguridade e bem-estar animal. “Não existe bem-estar animal dissociado de sanidade, nutrição, ambiência e manejo. Por isso, o trabalho precisa ser integrado. Nossas equipes acompanham as propriedades e orientam os produtores para que todos esses fatores avancem de forma conjunta”, explica o vice-presidente.
A cooperativa também mantém diretrizes para o uso prudente de antimicrobianos. Os antibióticos seguem critérios técnicos e prescrição veterinária, de acordo com a legislação brasileira e os requisitos dos mercados atendidos pela Aurora Coop.
Ao mesmo tempo, medidas preventivas como vacinação, biosseguridade, nutrição adequada e manejo correto ajudam a reduzir a necessidade de intervenções medicamentosas. “O foco está cada vez mais na prevenção. Quanto melhores forem as condições sanitárias, nutricionais e ambientais, menor tende a ser a necessidade de tratamentos. Esse é um princípio importante para a produção moderna e responsável”, ressalta Zordan.
CERTIFICAÇÕES
Os processos adotados pela cooperativa também passam por avaliações externas. Na suinocultura, unidades seguem o protocolo do North American Meat Institute (NAMI), com auditorias da QIMA/WQS realizadas por profissionais credenciados pela PAACO (Professional Animal Auditor Certification Organization). Na avicultura, as avaliações contam com certificação da *NSF Internationa*l.
Para Zordan, as auditorias independentes são fundamentais para validar os procedimentos adotados e demonstrar a conformidade com padrões reconhecidos internacionalmente. “Não basta estabelecer protocolos internos. É importante que organismos independentes avaliem os processos e confirmem que aquilo que fazemos está de acordo com referências reconhecidas no Brasil e no exterior”, observa.
Esse conjunto de práticas também sustenta a presença internacional da Aurora Coop. Os produtos da cooperativa chegam a mais de 80 países, em todos os continentes, com destaque para mercados como China, Japão, Hong Kong, Estados Unidos, Coreia do Sul, Chile, Rússia, Filipinas e Emirados Árabes Unidos. As exportações respondem por cerca de 36% da receita da cooperativa.
“Os mercados internacionais possuem exigências cada vez mais específicas em relação à qualidade, segurança dos alimentos, sanidade e bem-estar animal. Atender a esses requisitos exige disciplina, investimento, conhecimento técnico e controle em toda a cadeia produtiva”, sublinha Zordan.
Texto: Ascom Aurora Coop
Foto: Divulgação


