Espaço “Caminhos do Mel” apresenta na Expointer práticas de criação de abelhas, alternativas de geração de renda e a importância da polinização para a produção agrícola e o equilíbrio ambiental
Quem visita a 49ª Expointer, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, vai poder conhecer o espaço temático “Caminhos do Mel”, que conta com a demonstração de práticas e materiais para o manejo apícola. No estande, os visitantes vão conhecer abelhas com e sem ferrão – as apis e melíponas. Esses pequenos insetos, de zumbido característico, que harmonizam com o verde do local. A proposta é apresentar aos públicos urbano e rural o potencial produtivo e a relevância ambiental da apicultura e da meliponicultura no Rio Grande do Sul.
“As abelhas desempenham um papel fundamental na natureza através da polinização. Também são consideradas as principais polinizadoras agrícolas, já que cerca de 75% das principais culturas dependem, em alguma medida, de polinização”, ressalta o extensionista rural Ricardo Valim.
Além da exposição de enxames de espécies nativas e do destaque à função polinizadora das abelhas, o espaço vai trazer experimentos práticos e e materiais informativos sobre apicultura.
“Com as mudanças climáticas, principalmente pelo prognóstico de eventos severos advindos do El Niño, são mostrados manejos e equipamentos eficientes na mitigação dos danos causados pelo excesso de chuvas, frio e ventos fortes”, adiciona Valim.
A contribuição econômica da apicultura e da meliponicultura também é evidenciada. “A criação de abelhas é uma excelente opção para diversificação das atividades produtivas, gerando renda sem incrementar uma grande disponibilidade de mão de obra”, explica a extensionista rural Caroline Kolinski de Lima.
Os visitantes também podem conhecer estratégias para investir no turismo rural e descobrir alternativas de produtos derivados da criação de abelhas. “O produto mais conhecido é o mel, mas também destacamos a importância da própolis, pólen, cera, apitoxina, bebidas fermentadas e a própria polinização como fontes econômicas e com demanda produtiva”, completa Caroline.
Texto: Ascom Emater/RS-Ascar
Foto: Divulgação Emater/RS-Ascar


