Levantamentos em três regiões mostram avanço da produção e desafios enfrentados pelos produtores no Semiárido
O Projeto Campo Futuro realizou, entre as ultimas terça (4) e quinta (6), os levantamentos dos custos de produção da pecuária de leite em três regiões produtoras do Ceará: Milhã, Quixeramobim e Morada Nova.
Em Milhã, a produção das propriedades modais chegou a cerca de 350 litros por dia, enquanto no levantamento anterior foram registrados 200 litros.
O avanço está relacionado ao aumento do rebanho e à melhoria da produtividade, refletindo um sistema mais ajustado que foi capaz de remunerar não apenas os desembolsos, mas também o pró-labore e depreciação da atividade.
Em Quixeramobim, predominam propriedades com produção média de 100 litros por dia. A atividade apresentou competitividade na região, com margem bruta por hectare 84% superior ao arrendamento para pecuária de corte.
Já em Morada Nova, a produção dobrou em três anos e passou de 100 para 200 litros por dia. O resultado reflete* os investimentos em melhoramento genético e planejamento forrageiro.
Os produtores, no entanto, apontaram os efeitos das condições climáticas desafiadoras em 2025, que elevaram os custos dada a necessidade de aquisição de volumosos de fora da propriedade.
De forma geral, os levantamentos apontaram a resiliência da pecuária de leite no Semiárido, com expansão da produção e maior adoção de tecnologias.
O planejamento forrageiro, as pastagens cultivadas, a silagem de sorgo e o uso da palma forrageira contribuíram para enfrentar os períodos de menor disponibilidade natural de alimentos. Por outro lado, a falta de mão de obra especializada foi apontada como o principal desafio nas três regiões.
Com os levantamentos no Ceará, o Campo Futuro encerra, em 2026, a coleta de dados da pecuária de leite, após passar por Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Bahia.
Suinocultura – Em Ponte Nova (MG), foi realizado um painel de levantamento dos custos de produção da suinocultura independente, no sistema de ciclo completo.
A alimentação dos animais foi o principal componente do custo de produção, sendo 76,6% do Custo Operacional Efetivo (COE), seguida pela mão de obra, que correspondeu a 7,1%.
Os dados levantados contribuem para o acompanhamento da realidade econômica da atividade e identificação dos principais fatores que impactam a rentabilidade da suinocultura.
Texto: CNA
Foto: divulgação


