Apresentação dos resultados do projeto, Rally Forrageiras começa no dia 3 de agosto, em Baixa Grande, na Bahia
“Foi a chave que abriu a porta para a evolução da minha propriedade”. Assim o produtor rural Arivaldo Leão resume os benefícios que o Projeto Forrageiras para o Semiárido trouxe para ele e sua família.
Leão tem uma propriedade em Baixa Grande, na Bahia, cidade onde, no dia 3 de agosto, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, por meio do Instituto CNA, vai lançar o Rally Forrageiras para o Semiárido.
O Rally irá apresentar, de forma prática, os resultados obtidos nas duas primeiras fases do Projeto Forrageiras e demonstrar as tecnologias desenvolvidas ao longo dos últimos anos de pesquisa.
Os eventos nos estados do Nordeste e no Norte de Minas Gerais reunirão produtores, técnicos e instrutores em uma programação voltada às cadeias da bovinocultura de corte, bovinocultura de leite e ovinocultura
Produtividade – Foram os testes realizados no Forrageiras que levaram Arivaldo Leão a encontrar no capim “Massai” uma alternativa para superar as dificuldades que sempre enfrentou com outras espécies.
“Optei pelo ‘Massai’ porque ele é muito produtivo e rende bem. Acho fantástico e não esperava encontrar uma produção como essa. Recomendo porque, pela minha experiência, com ele foi possível ter rentabilidade”, afirmou,
Com boa estrutura e alta produtividade, o “capim veio para ficar aqui na nossa região”. Arivaldo cultivou uma área de aproximadamente 7,4 hectares com capim Massai.
“Coloquei 60 cabeças de gado dentro, passou dois meses e ainda sobrou comida, o que me deixou empolgado com o Massai. Agradeço às pessoas que me incentivaram a conhecer o Programa e a usar o capim. Foi a chave que abriu a porta para que eu tivesse essa evolução.”
Produtores rurais como Arivaldo conhecem bem os desafios de produzir no Semiárido brasileiro e conviver com longos períodos de estiagem.
Por esse motivo, encontrar espécies forrageiras mais adaptadas às condições climáticas da região significa garantir alimento para os rebanhos, aumentar a produtividade e dar mais segurança à atividade pecuária.
Foi com esses objetivos que surgiu há quase dez anos o Forrageiras para o Semiárido, desenvolvido pelo Sistema CNA/Senar, por meio do Instituto CNA, e em parceria com a Embrapa.
Mais benefícios – Os benefícios do Projeto Forrageiras para o Semiárido já podem ser observados também em Macajuba (BA), pelo produtor Pablo Vieira.
Ele conheceu o capim Buffel Aridus durante um dia de campo realizado em uma das estações de pesquisa que são chamadas de Unidades de Referência Tecnológicas (URTs), em Baixa Grande.
“Com o resultado das pesquisas percebi que o capim é muito produtivo para a região e por isso decidi plantar na minha propriedade.” E a forrageira passou a ser uma alternativa importante para a alimentação do rebanho.
“É uma forrageira diferenciada, tornou-se mais uma opção palatável para os animais, além de produzir muita massa de forragem. É um capim excepcional, se adapta bem à nossa região e os animais comem bem.”
Já em Miguel Calmon (BA), o produtor de leite José Santos Souza adotou o capim Paiaguás após conhecer o Forrageiras para o Semiárido. “Fiz análise de solo e apenas com calcário ele respondeu bem. Tem rebrota excelente, boa massa e é resistente à cigarrinha. As vacas produzem bastante. Estou gostando e vou continuar plantando.”
Outros estados – Os benefícios do projeto aparecem em vários estados do Nordeste. Em Nossa Senhora da Glória (SE), o produtor de leite Jenison Farias resume o principal legado da iniciativa. “Ganhei conhecimento para saber lidar da melhor forma possível com a minha propriedade”.
Também em Nossa Senhora da Glória, Rafael Nascimento destaca o aumento da produtividade. “Estamos produzindo muito mais em pequenas áreas com gramíneas mais resistentes à escassez hídrica que existe tanto no Semiárido quanto no Sertão.”
Fracivan Teixeira, que produz ovinos em Paulistana (PI), afirma que o projeto trouxe soluções produtivas para a região. “O projeto foi muito interessante para mim porque apresentou soluções alternativas para gente que produz na região mais árida do país.”
Já em Venturosa (PE), Renato Bezerra conta que o conhecimento adquirido passou a fazer parte da rotina da propriedade. “Coloquei na minha propriedade tanto a palma Orelha de Elefante Mexicana quanto os capins Massai e Buffel Aridus.”
No Maranhão, em Colinas, o produtor Rodrigo Coelho destaca o desempenho do capim Paiaguás durante a estiagem. “A forrageira mantém boa produção de massa mesmo durante os períodos de estiagem.”
Em Montes Claros (MG), Bernardo Mendes resume o impacto do projeto em uma frase: “Não é fácil, mas estamos mais bem preparados para encarar a seca que vamos ter.”
Texto: INSTITUTO CNA
Foto: Divulgação


