Memorial da Evolução Agrícola, do Instituto John Deere, conta a história da agricultura e o avanço da mecanização brasileira

Construído em Horizontina (RS), o Memorial da Evolução Agrícola (MEA) exibe a primeira colheitadeira automotriz produzida no Brasil

Proporcionar experiências sensoriais, tecnológicas e imersivas que envolvem o visitante numa jornada da evolução agrícola de forma única e inesquecível. Esses são alguns dos objetivos do Memorial da Evolução Agrícola (MEA), um grande complexo cultural de arte, educação, esporte, lazer e meio ambiente, localizado em Horizontina, no noroeste do Rio Grande do Sul, com mais de 64 mil metros quadrados de área construída. O MEA apresenta narrativas da agricultura brasileira com o objetivo de provocar, trocar e produzir conhecimento em prol da sociedade e da diversidade cultural e ambiental. A visitação e todas as atividades de lazer, programação cultural e oficinas artísticas são gratuitas e de classificação livre.

Exposição MEA – Agricultura Tradicional – Bolicho – Takaki Fotos

O Memorial é uma realização do Ministério da Cultura e do Instituto John Deere, por meio da Lei Rouanet – Programa Nacional de Apoio à Cultura -, e tem como patrocinadores master a John Deere Brasil, Banco John Deere e SLC Agrícola, além de concessionários e outros parceiros.

Inaugurado em dezembro de 2023, o MEA já atingiu 95 mil visitas em todo complexo, oferecendo ao público eventos e atividades esportivas, educativas, artísticas e de recreação. Durante a inauguração, Edilson Proença, presidente do Instituto John Deere, destacou a importância histórica do terreno, onde, em 1965, foi fabricada a primeira colheitadeira automotriz do Brasil, marco decisivo para o avanço da mecanização agrícola brasileira e para o desenvolvimento da produção nacional, razão pela qual o local hoje abriga o Memorial da Evolução Agrícola.

“Foram sete anos de muito esforço e trabalho, com a inauguração do Memorial da Evolução Agrícola, começamos um novo ciclo para garantir a sustentabilidade desta estrutura que conta com museu, lazer, diversão, esporte e muito mais. Estou absolutamente convicto de que estamos fazendo tudo certo e aprendendo muito para tornar ainda melhor do que já fizemos. Este local vai muito além de um museu, estamos na área onde foi construída a primeira colheitadeira automotriz no Brasil, que permitiu a expansão da agricultura brasileira”, ressalta Proença.

Férias no MEA. Divulgação MEA. Horizontina/RS, 2024/2025.

SLC 65-A

A primeira colheitadeira automotriz produzida, no Brasil, pela então SLC, em Horizontina (RS), foi lançada em 1965, o exemplar Nº 1 está exposto no Memorial. Foi um feito extraordinário pela complexidade e por ter sido fabricada por uma indústria do interior do Rio Grande do Sul.

Exposição MEA – Espaço 65-A

Complexo cultural

Além da exposição de longa duração e das atividades promovidas pelo Educativo MEA, por meio de diversos programas, o complexo cultural conta com ampla área externa que oferece quadras esportivas, academia ao ar livre, salas multiuso, playground, loja, café e uma unidade do Senai, tornando-se um ambiente de convivência, cultura, educação, esporte e turismo.

Experiência MEA na feira Hortigranjeiros – Divulgação MEA

Resgatar e valorizar

O Memorial da Evolução Agrícola surge com o propósito de resgatar e valorizar a trajetória da agricultura, da ancestralidade aos avanços que transformaram o campo e impulsionaram o desenvolvimento do Brasil, por isso, está sediado em Horizontina, o berço da mecanização agrícola nacional. O visitante pode ver as primeiras trilhadeiras SLC, como foi criada a primeira colheitadeira automotriz do país e vivenciar os simuladores dos tratores e colheitadeiras da John Deere Brasil, além dos conteúdos interativos, como hologramas e realidade aumentada.

Experiência MEA na feira Hortigranjeiros – Divulgação MEA

Terreno histórico

A localização do Memorial está diretamente ligada à história da mecanização agrícola, construído no terreno que abrigou o Moinho Horizontina, que remonta a junho de 1945, quando nascia a Schneider Logemann & Cia – SLC.

O moinho colonial, a oficina e a serraria, inicialmente responsáveis pela moagem de grãos e beneficiamento de madeira, eram movidos por um motor Otto Deutz de 40 HP, que, inclusive, fornecia luz ao povoado de Vila Horizonte. Em 1953, foi construído o prédio de alvenaria para o funcionamento do moinho, enquanto na oficina SLC se produziam ferramentas e implementos agrícolas.

Território, imigrantes e missões

No Memorial, a exposição de longa duração oferece aos visitantes diversas obras de arte e uma delas traz a representação do rosto de um imigrante, cujos traços são formados por cerca de 400 nomes de famílias europeias que migraram para Horizontina e região entre os séculos 19 e 20. Em outra obra, cada termo simboliza o legado da cultura indígena na identidade da região Noroeste e no Estado do Rio Grande do Sul.

O Futuro é Ancestral – obra de Cleverson Pacheco – Café – Takaki Fotos

Agricultura Contemporânea

A área Agricultura Contemporânea oferece aos visitantes simuladores de tratores e colheitadeiras, além de uma grande maquete interativa com realidade aumentada que apresenta toda a estrutura de uma propriedade com produção em formato ILPF – Integração Lavoura-Pecuária-Floresta.

Exposição MEA – Simulador de colheitadeira – ILPF – Takaki Fotos

Sementes da Mudança

O Memorial propõe uma reflexão sobre o futuro da agricultura a partir de tecnologias inteligentes, engenharia genética e gestão dos recursos naturais. Além disso, a Estação Cultivar é dedicada à educação socioambiental e horta comunitária em parceria com a rede de Agricultura Familiar.

MEA e a juventude rural

O Memorial atua com a juventude rural do noroeste gaúcho por meio do Programa Educativo e a participação em feiras multissetoriais, promovendo diálogos contínuos com as Escolas do Campo.

Prosas com a Escola – Exposição Raízes do Futuro – Takaki Fotos

Acessibilidade e inclusão

O Memorial conta com uma estrutura acessível, garantindo que todos os visitantes possam usar o espaço com autonomia, segurança e conforto. Suas áreas contam com rampas; elevador; sinalização em braille; mediação em Libras, Inglês e Espanhol; permissão de cão guia; módulo educativo para neuro divergentes; e outros recursos interativos.

Primeiro ano de MEA

Em 14 de dezembro de 2024, durante as comemorações do primeiro aniversário, o MEA inaugurou a pintura mural em grafite a mão livre intitulada “O futuro é ancestral”. Com 350 metros quadrados, a arte representa um marco artístico para o Estado. Ao longo de 30 dias, o artista urbano Cleverson Pacheco “Café”, de Curitiba (PR) transformou a lateral do prédio Fabril, localizado dentro do complexo, em uma obra de arte em grande formato.

O Futuro é Ancestral – obra de Cleverson Pacheco – Café – Takaki Fotos

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