Menor disponibilidade do produto limita novas quedas e favorece a sustentação das cotações
O mercado de feijão apresentou sustentação dos preços após as quedas observadas nos últimos meses, especialmente para o carioca, aponta o Indicador Cepea/CNA.
Segundo a análise, com a 3ª safra 2025/2026 em fase final de colheita, a oferta começa a ficar mais ajustada, enquanto os vendedores demonstram maior resistência nas negociações.
Nesse cenário, a menor disponibilidade tende a limitar novas quedas e favorecer a sustentação das cotações do feijão-carioca, embora a cautela dos compradores e a seletividade quanto à qualidade dos grãos possam restringir movimentos mais intensos de alta.
Feijão-carioca (Peneira 12 e nota 9 ou superior) – Entre as regiões acompanhadas pelo Cepea, Barreiras (BA) registrou a maior valorização semanal, de 5,84%, sustentada pela menor disposição dos produtores em negociar a preços mais baixos.
Em sentido contrário, foram registrados recuos no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba (-0,28%) e no Centro/Noroeste Goiano (-2,94%), diante da maior resistência dos compradores aos preços ofertados.
Feijão-carioca (Notas 8,0 e 8,5) – Todas as praças acompanhadas apresentaram valorização. O destaque foi Belo Horizonte (MG), onde os grãos de coloração 8,5 e umidade adequada atenderam à demanda da indústria e registraram alta de 7,61%.
No Noroeste de Minas, a valorização foi mais moderada, de 1,73%, diante da preferência dos compradores por grãos de coloração mais clara.
Feijão-preto – O mercado permanece firme durante a entressafra, especialmente para os grãos de melhor qualidade. Curitiba/Campos Gerais (PR) apresentou valorização semanal de 2,38%, seguida por Itapeva (SP), com alta de 0,66%, e pela Metade Sul do Paraná, com 0,17%.
No Oeste Catarinense, por outro lado, a menor movimentação comercial resultou em recuo de 0,86% nas cotações (Cepea/Esalq).
Texto: CNA
Foto: Divulgação


