Poda na lavoura: planejamento, autonomia e aproveitamento dos equipamentos

A poda na lavoura exige planejamento agronômico, operacional e financeiro. Quando realizada no momento adequado, essa operação ajuda a renovar a estrutura das plantas, controlar seu desenvolvimento, recuperar áreas que perderam rendimento e manter condições adequadas para a continuidade dos trabalhos na propriedade.

Cada cultura, área e sistema de produção apresenta necessidades próprias. Por isso, a decisão sobre o tipo, a intensidade e o momento da poda deve considerar as condições encontradas na lavoura e os objetivos definidos pelo produtor.

Além da decisão agronômica, o planejamento precisa avaliar a disponibilidade de mão de obra, o prazo para realizar o trabalho, os custos da operação e os equipamentos disponíveis na propriedade.

Poda na lavoura: resumo rápido

A poda na lavoura reúne diferentes manejos utilizados para renovar plantas, controlar seu desenvolvimento e facilitar outras operações da propriedade. O tipo, o momento e a intensidade do corte variam conforme a cultura, as condições da área e os objetivos do produtor.

Planejamento: deve considerar cultura, clima, mão de obra, custos e ciclos produtivos.

Aplicações: cafeicultura, pomares, cercas vivas e manutenção da vegetação.

Mecanização: aumenta o rendimento operacional e reduz a dependência do trabalho manual.

Equipamentos: acessórios ampliam o aproveitamento do trator e do Carregador Frontal.

Por que a poda na lavoura exige planejamento?

Com o passar do tempo, parte dos ramos pode perder vigor. As plantas também podem avançar sobre os espaços de circulação e a estrutura da lavoura pode deixar de atender às necessidades do sistema de produção.

A poda permite reorganizar esse desenvolvimento e preparar as plantas para os ciclos seguintes. Dependendo do manejo adotado, ela também pode favorecer a entrada de luz, melhorar a ventilação e facilitar a realização de outros trabalhos.

O planejamento da poda na lavoura deve considerar a condição das plantas, o histórico da área, os objetivos produtivos e as operações que serão realizadas depois do corte.

Uma área com ramos envelhecidos, plantas desuniformes ou dificuldades de circulação pode exigir um manejo diferente de uma lavoura mais nova e organizada.

Tipos de poda e necessidades de cada cultura

Não existe um único tipo de poda indicado para todas as culturas e propriedades. A escolha depende das características das plantas, da intensidade de renovação necessária e dos objetivos definidos pelo produtor.

Na cafeicultura, existem diferentes tipos de poda, como:

  • Decote
  • Desponte
  • Recepa
  • Esqueletamento

O esqueletamento consiste no corte lateral dos ramos. Esse manejo é utilizado principalmente para promover a abertura e a renovação da estrutura produtiva do cafeeiro.

Em outras culturas, a poda pode assumir funções diferentes. Em pomares, ela contribui para controlar o desenvolvimento das copas, organizar as plantas e facilitar a execução dos tratos culturais.

Cada cultura possui características e exigências próprias. Por isso, a poda na lavoura deve fazer parte de um planejamento específico para cada área.

Esqueletamento do café como exemplo de renovação da lavoura

Para o cafeicultor João Mesquita, os ramos laterais estão entre os principais ativos do cafeeiro, pois são responsáveis pela produção do café.

Segundo sua experiência, o esqueletamento contribui para retirar ramos envelhecidos, estimular novas brotações e deixar a lavoura mais renovada e uniforme.

Essa renovação também prolonga o aproveitamento da área. Dessa forma, a substituição completa da lavoura não precisa ser a primeira alternativa considerada quando ocorre uma redução de rendimento.

O exemplo da cafeicultura demonstra como a poda na lavoura participa da recuperação das plantas e da preparação para os próximos ciclos produtivos.

Um manejo que exige planejamento produtivo e financeiro

Os resultados da poda não aparecem necessariamente de forma imediata.

No sistema conhecido como Safra Zero, associado ao esqueletamento, o cafeeiro passa o primeiro ciclo após o corte desenvolvendo uma nova estrutura vegetativa. A produção ocorre no ciclo seguinte, quando os novos ramos estão preparados para frutificar.

Por esse motivo, João Mesquita destaca que a condição financeira da propriedade também precisa entrar na análise.

Antes de realizar o esqueletamento, o produtor deve avaliar se o caixa suporta o período em que aquela área permanecerá sem produção comercial.

Segundo o cafeicultor, a resposta da lavoura pode ser positiva após a recuperação, com plantas mais uniformes e uma nova estrutura produtiva.

O resultado depende das condições da área, do manejo posterior e do planejamento realizado antes da operação.

A poda na lavoura não deve ser vista como uma ação isolada. Ela faz parte de uma sequência de decisões agronômicas, produtivas e financeiras.

Benefícios da poda para a rotina da propriedade

A renovação das plantas é uma das principais finalidades da poda. Seus efeitos também aparecem em outras atividades realizadas ao longo do ciclo.

Ao controlar o porte e reorganizar as plantas, o manejo facilita operações como:

  • Adubação.
  • Pulverizações e aplicações foliares.
  • Controle de plantas daninhas.
  • Circulação de máquinas e trabalhadores.
  • Inspeção da lavoura.
  • Colheita.

João Mesquita relata que, depois da poda, a lavoura de café fica mais acessível para a entrada dos equipamentos utilizados na adubação, nas aplicações foliares e no manejo do mato.

Ele também destaca o aumento da entrada de luz no interior da área.

Esses benefícios variam conforme o tipo e a intensidade do corte. Mesmo assim, demonstram que os efeitos da poda na lavoura não ficam restritos à formação de novos ramos.

Na citricultura, por exemplo, a manutenção da copa pode proporcionar maior iluminação no interior das plantas e mais espaço para operações de colheita e manejo.

O trabalho deve seguir os procedimentos adequados para cada cultura e estar integrado ao planejamento fitossanitário do pomar.

Quando realizar a poda na lavoura?

Depois de identificar a necessidade da poda, surge uma questão prática: será possível realizar o trabalho dentro do período planejado?

O momento da operação varia conforme a cultura, a região, as condições climáticas, o estágio das plantas e o calendário produtivo da propriedade.

Na cafeicultura, o esqueletamento costuma ser realizado após a colheita.

Estudos citados pelo Rehagro indicaram, em determinadas condições, uma recuperação mais rápida das brotações quando o esqueletamento associado ao decote foi realizado mais cedo, durante os meses de julho e agosto.

A definição da época deve considerar:

  • Região da propriedade.
  • Cultura e cultivar utilizadas.
  • Condições climáticas.
  • Finalização da colheita.
  • Disponibilidade de trabalhadores.
  • Planejamento operacional.

Nesse período, parte da mão de obra ainda pode estar envolvida com a colheita, dificultando o início de uma nova operação.

“A mão de obra hoje está escassa, dificultando nossa operação na lavoura. Muitas vezes, quando chega o momento de fazer o esqueletamento manual, o pessoal ainda está apanhando o café. Fazendo isso com uma operação com máquina, agiliza muito esse processo.”

João Mesquita, cafeicultor

Trator com Barra de Corte realizando esqueletamento mecanizado do café
O esqueletamento mecanizado aumenta o rendimento da operação e reduz a dependência do trabalho exclusivamente manual

 Nesse contexto, a mecanização não representa apenas maior velocidade de execução. Ela também proporciona mais previsibilidade ao planejamento e reduz a dependência da disponibilidade de equipes externas.

A mecanização da poda na lavoura ajuda o produtor a organizar o trabalho conforme as necessidades da área, as condições climáticas e seu calendário operacional.

Serviço terceirizado ou equipamento próprio?

A contratação de um serviço pode ser uma alternativa coerente para propriedades que realizam a operação com pouca frequência ou atendem uma área reduzida.

Em um primeiro momento, o valor desembolsado em uma única contratação pode parecer mais baixo do que a aquisição de um equipamento.

Quando a análise considera vários ciclos, outras variáveis passam a fazer parte da decisão:

  • Frequência de utilização
  • Extensão das áreas atendidas
  • Valor do serviço na região
  • Disponibilidade de prestadores
  • Custo de deslocamento e mobilização
  • Tempo de espera para o início do trabalho
  • Possibilidade de utilizar o equipamento em outras áreas da propriedade

Ao longo do tempo, o custo acumulado das contratações pode tornar o investimento em um equipamento próprio mais vantajoso.

Essa relação não é igual para todos os produtores. O custo-benefício depende da área, da frequência de uso e da estrutura disponível na propriedade.

O principal ganho do equipamento próprio está na autonomia. O produtor organiza a poda na lavoura conforme as condições das plantas, o clima e seu calendário de trabalho.

O Carregador Frontal como um braço do trator

O trator está presente em diferentes atividades ao longo do ano. Com a instalação de um Carregador Frontal, suas possibilidades de utilização aumentam por meio da troca de acessórios.

Essa versatilidade permite definir o Carregador Frontal como um braço do trator, capaz de adaptar o conjunto às diversas tarefas encontradas no campo.

Dependendo do acessório instalado, o equipamento pode ser utilizado para:

  • Carregar e movimentar materiais.
  • Elevar cargas.
  • Organizar áreas.
  • Realizar trabalhos de manutenção.
  • Atender operações específicas da propriedade.

Para quem ainda está avaliando o investimento em um Carregador Frontal, é importante considerar que sua utilização não fica limitada a uma única tarefa.

O mesmo equipamento recebe diferentes acessórios conforme as necessidades da propriedade.

Para quem já possui um Carregador Frontal Marispan, acrescentar novos acessórios amplia o aproveitamento de uma estrutura que já está instalada no trator.

Em vez de adquirir uma máquina completa para cada operação, o produtor passa a contar com um equipamento que assume diferentes funções durante o ano.

Barra de Corte Marispan no esqueletamento do café

A Barra de Corte Marispan é um dos acessórios desenvolvidos para ampliar as possibilidades de utilização dos Carregadores Frontais das Séries M e T e da linha PHD.

Barra de Corte Marispan realizando corte horizontal na parte superior das plantas
A regulagem da Barra de Corte permite realizar trabalhos entre a posição vertical e a horizontal

Na cafeicultura, a Barra de Corte mecaniza o esqueletamento, realizando o corte lateral dos ramos e auxiliando na padronização da lavoura.

Por estar instalada no Carregador Frontal, a Barra de Corte Marispan aproveita sua movimentação, altura e capacidade de posicionamento.

O operador ajusta o conjunto conforme o perfil das plantas e as condições encontradas durante o trabalho.

Com a mecanização, o esqueletamento ganha agilidade e uniformidade, reduzindo a dependência de uma operação exclusivamente manual.

A decisão sobre a necessidade, a intensidade e o momento do corte continua fazendo parte do planejamento agronômico da propriedade.

A Barra de Corte entra como uma solução para executar esse manejo com maior rendimento operacional e autonomia.

Especificações da Barra de Corte Marispan

Largura de trabalho: 2,6 metros.

Diâmetro máximo de corte: galhos de até 3 centímetros.

Ângulo de trabalho: de 0°, na posição vertical, até 90°, na posição horizontal.

Aplicações: café, pomares e cercas vivas.

Compatibilidade: Carregadores Frontais das Séries M e T e linha PHD.

A regulagem de ângulo permite que a Barra de Corte realize cortes laterais e a manutenção da parte superior das plantas.

O limite de 3 centímetros corresponde à espessura máxima do galho que pode ser cortado pelo acessório.

Conheça todos os detalhes da Barra de Corte Marispan

Uma utilização que não fica restrita ao café

Embora o esqueletamento do café seja uma de suas principais aplicações, a Barra de Corte Marispan também atende outras operações compatíveis com sua capacidade de trabalho.

Em pomares, o acessório auxilia no controle lateral e na manutenção da altura das plantas.

Em cercas vivas, o equipamento mantém a vegetação uniforme e evita seu avanço sobre estradas, divisas e áreas de circulação.

Barra de Corte Marispan realizando poda mecanizada de cerca viva
Além da cafeicultura, a Barra de Corte atende trabalhos compatíveis em pomares e cercas vivas

Essas aplicações não significam que todas as culturas recebem o mesmo tipo de poda. Cada planta possui características e exigências próprias.

O ponto em comum está na possibilidade de mecanizar cortes em galhos de até 3 centímetros, utilizando o mesmo Carregador Frontal em diferentes momentos e áreas da propriedade.

Quanto maior a frequência e a variedade de utilização, maior será a possibilidade de distribuir o investimento realizado no acessório ao longo de sua vida útil.

Mais autonomia para realizar o trabalho no momento certo

A poda na lavoura começa na observação das plantas e no planejamento dos próximos ciclos.

Depois dessa decisão, o produtor precisa encontrar a melhor forma de executar o trabalho, considerando disponibilidade de mão de obra, custos, prazo e rendimento operacional.

Contar com um equipamento próprio muda essa dinâmica. Além de reduzir a dependência da agenda de prestadores externos, permite aproveitar melhor o trator e o Carregador Frontal já presentes na propriedade.

A Barra de Corte acrescenta mais uma função ao conjunto, atendendo desde o esqueletamento do café até diferentes trabalhos de poda e manutenção da vegetação.

Mais do que um acessório para uma única época do ano, ela representa uma nova possibilidade de utilização do Carregador Frontal e mais autonomia para a rotina da propriedade.

 Barra de Corte Marispan. Mais uma possibilidade para ampliar a utilização do seu Carregador Frontal.

Perguntas frequentes sobre poda na lavoura

O que deve ser considerado no planejamento da poda?

O planejamento deve considerar a cultura, a condição das plantas, os objetivos do produtor, o clima, a disponibilidade de mão de obra, os custos e as operações realizadas depois do corte.

A poda é utilizada apenas na cafeicultura?

Não. A poda também é utilizada em pomares, cercas vivas e outras áreas que exigem controle do desenvolvimento das plantas ou manutenção da vegetação.

O que é o esqueletamento do café?

O esqueletamento é um tipo de poda que realiza o corte lateral dos ramos do cafeeiro. O manejo busca renovar a estrutura produtiva da planta e estimular novas brotações.

Quando realizar a poda na lavoura?

O período depende da cultura, da região, das condições climáticas, do estágio das plantas e do calendário operacional da propriedade.

Quais são as vantagens da poda mecanizada?

A mecanização aumenta o rendimento operacional, melhora a previsibilidade do planejamento e reduz a dependência de uma operação exclusivamente manual.

Qual é o diâmetro máximo de corte da Barra de Corte Marispan?

A Barra de Corte Marispan realiza cortes em galhos de até 3 centímetros de diâmetro.

A Barra de Corte realiza cortes verticais e horizontais?

Sim. O acessório trabalha com regulagem entre 0°, na posição vertical, e 90°, na posição horizontal.

Quais Carregadores Frontais são compatíveis com a Barra de Corte?

A Barra de Corte Marispan é compatível com os Carregadores Frontais das Série M, Série T e com a Linha PHD. A compatibilidade deve ser confirmada conforme o trator e a configuração do equipamento.

Texto e fotos: Marispan

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