{"id":5418,"date":"2026-01-28T15:13:52","date_gmt":"2026-01-28T18:13:52","guid":{"rendered":"https:\/\/portalmaisagro.com\/?p=5418"},"modified":"2026-01-28T15:13:52","modified_gmt":"2026-01-28T18:13:52","slug":"feijao-reducao-de-area-e-aumento-de-producao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalmaisagro.com\/?p=5418","title":{"rendered":"Feij\u00e3o: redu\u00e7\u00e3o de \u00e1rea e aumento de produ\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Valor da produ\u00e7\u00e3o da cultura, em 2024, foi de R$ 12,1 bilh\u00f5es, com 3.018.459 de toneladas, numa \u00e1rea colhida de 2.631.805 hectares, rendimento m\u00e9dio de 1.147 Kg por hectare<\/span><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O feij\u00e3o \u00e9 extremamente relevante na alimenta\u00e7\u00e3o das pessoas pelo alto valor nutricional e por ser a combina\u00e7\u00e3o perfeita com o arroz, que faz da cultura, uma das gran\u00edferas mais abrangentes do pa\u00eds, sendo produzida, praticamente, nas cinco regi\u00f5es e em todos os estados do pa\u00eds, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que acrescenta que h\u00e1 tr\u00eas grandes grupos principais de feij\u00e3o que a companhia acompanha, s\u00e3o eles: feij\u00e3o-comum cores, feij\u00e3o-comum preto e feij\u00e3o-caupi.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Conforme artigo de Alcido Elenor Wander e Osmira Fatima da Silva, pesquisadores da Embrapa Arroz e Feij\u00e3o, historicamente, o feij\u00e3o foi cultivado no Brasil por muitos pequenos produtores, com baixo uso de insumos externos, e voltado sobretudo para a subsist\u00eancia das fam\u00edlias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEssa tradi\u00e7\u00e3o, no entanto, foi dando lugar a cultivos mais tecnificados e em maior escala, utilizando controle fitossanit\u00e1rio e colheita mecanizada, \u00e0s vezes, irrigados, os quais, com maior aporte de insumos no processo produtivo, alcan\u00e7am produtividades superiores a 3.000 kg\/ha\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Segundo os pesquisadores da Embrapa Arroz e Feij\u00e3o, no per\u00edodo de 1974 a 2023, a \u00e1rea de plantio de feij\u00f5es no Brasil sofreu uma redu\u00e7\u00e3o de 4.288.555 hectares para 2.425.222 hectares (-43%), contudo, a produ\u00e7\u00e3o aumentou de 2.238.012 toneladas para 2.899.043 toneladas (+30%), gra\u00e7as ao incremento na produtividade m\u00e9dia de 522 kg\/ha para 1.176 kg\/ha (+125%).\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEste volume de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 pr\u00f3ximo do consumo interno de feij\u00f5es. O Brasil exporta aproximadamente 100 mil toneladas, por\u00e9m importa quantidades de outros tipos de feij\u00f5es de mesmo volume. Em anos recentes, as importa\u00e7\u00f5es t\u00eam diminu\u00eddo e as exporta\u00e7\u00f5es apresentado ligeiros aumentos\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Conforme dados do IBGE, o valor da produ\u00e7\u00e3o da cultura de feij\u00e3o, em 2024, foi de R$ 12,1 bilh\u00f5es, com uma produ\u00e7\u00e3o de 3.018.459 toneladas, numa \u00e1rea colhida de 2.631.805 hectares, rendimento m\u00e9dio de 1.147 Kg por hectare. O maior produtor do Brasil de feij\u00e3o \u00e9 o estado do Paran\u00e1, seguido de Minas Gerais, Goi\u00e1s, S\u00e3o Paulo, Mato Grosso e Bahia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Conforme a Conab, al\u00e9m dos fatores aliment\u00edcios, a cultura de feij\u00e3o tem seu apelo agron\u00f4mico, principalmente, pelo seu ciclo fenol\u00f3gico considerado mais curto e que possibilita ao produtor adequar melhor o seu plantio dentro de uma janela menor, sem ter que abrir m\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de outros gr\u00e3os ainda no mesmo ano-safra.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u201cNesse cen\u00e1rio, o Brasil possui tr\u00eas \u00e9pocas distintas de plantio, favorecendo assim uma oferta constante do produto ao longo do ano. Dessa forma, tem-se o feij\u00e3o de primeira safra, semeado entre agosto e dezembro, o de segunda safra, cultivado entre janeiro e abril, e o de terceira safra, semeado de maio a julho\u201d, observa a Conab.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Safra 2025\/2026<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com a Conab, para 2025\/26, em virtude de ser uma cultura de ciclo curto e muito responsiva a pre\u00e7os, a tend\u00eancia \u00e9 que os produtores sejam mais cautelosos na defini\u00e7\u00e3o de \u00e1rea, acompanhando a evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os de mercado. A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de produ\u00e7\u00e3o com leve redu\u00e7\u00e3o de 1%, com um volume produzido estimado em 3 milh\u00f5es de toneladas de feij\u00e3o na safra 2025\/26.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u201cNo que se refere aos pre\u00e7os ao consumidor, o feij\u00e3o observou um longo per\u00edodo de queda, que permitiu um maior acesso ao alimento b\u00e1sico, sobretudo das camadas de menor renda. Atualmente, por\u00e9m, as redes varejistas v\u00eam operando com estoques mais enxutos e forte seletividade, o que pode interromper, mesmo que ligeiramente, a trajet\u00f3ria de queda de pre\u00e7os\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A Conab afirma que a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de um consumo est\u00e1vel na safra 2025\/26, sendo projetado um consumo de 2,8 milh\u00f5es de toneladas. \u201cEm s\u00edntese, o feij\u00e3o mant\u00e9m quadro de oferta \u2018el\u00e1stica\u2019 e decis\u00f5es t\u00e1ticas. A primeira safra depender\u00e1 do clima e do sinal de pre\u00e7o durante a semeadura, ao passo que a segunda safra responder\u00e1 rapidamente a qualquer melhora. No feij\u00e3o-comum preto, o c\u00e2mbio pode atenuar o excesso dom\u00e9stico via exporta\u00e7\u00e3o, mas a chave continua sendo reativar o consumo\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Conforme an\u00e1lise da Conab, como alimento b\u00e1sico, o feij\u00e3o preserva a demanda estrutural, visto que o desafio que se imp\u00f5e \u00e9 o de reconectar pre\u00e7o, qualidade e varejo em um ambiente de renda e cr\u00e9dito ainda ajustados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Produ\u00e7\u00e3o mundial\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Os pesquisadores da Embrapa Arroz e Feij\u00e3o, afirmam que em 2023, \u201csegundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO),\u00a0foram produzidas mundialmente um total de 28.505.529,5 toneladas de feij\u00f5es secos. Mesmo com esse pequeno volume de produ\u00e7\u00e3o mundial de feij\u00e3o, 17,4% s\u00e3o produzidos para exporta\u00e7\u00e3o. Em 2023, seis pa\u00edses foram respons\u00e1veis por 58,1% dessa exporta\u00e7\u00e3o: Myanmar, 26,9%; Estados Unidos, 10,8%; Argentina, 9,0%; Canad\u00e1, 6,1%; China, 3,7% e Brasil, 1,7%\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Eles explicam que o sistema de comercializa\u00e7\u00e3o \u00e9 o mais variado poss\u00edvel, com predom\u00ednio de um pequeno grupo de atacadistas que concentra a distribui\u00e7\u00e3o dos gr\u00e3os, ocasionando, muitas vezes, especula\u00e7\u00f5es quando ocorrem problemas na produ\u00e7\u00e3o. \u201cCom a informatiza\u00e7\u00e3o, os produtores t\u00eam maior facilidade de acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es de mercado, criando melhores possibilidades de comercializa\u00e7\u00e3o do produto e, consequentemente, gerando maior renda\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Como o plantio de feij\u00e3o no Brasil \u00e9 feito ao longo do ano, em tr\u00eas \u00e9pocas, dependendo da regi\u00e3o, acrescentam os pesquisadores, \u201cem qualquer m\u00eas, sempre haver\u00e1 produ\u00e7\u00e3o em algum ponto do Pa\u00eds, o que contribui para o abastecimento interno e reduz a oscila\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Cerca de 97% das unidades produtoras de feij\u00e3o mant\u00eam lavouras menores do que cinco hectares.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Cerca de 3 mil grandes lavouras (0,5% do total) respondem por 75% da produ\u00e7\u00e3o brasileira de feij\u00e3o: 1,2 milh\u00e3o de toneladas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Dados s\u00e3o de pesquisa da Embrapa Arroz e Feij\u00e3o que avaliou a \u00e1rea ocupada pela cultura nos seis principais produtores nacionais: Paran\u00e1, Minas Gerais, Goi\u00e1s, S\u00e3o Paulo, Mato Grosso e Bahia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">As lavouras de feij\u00e3o costumam ser pequenas, independentemente do tamanho da propriedade que pode ser grande, m\u00e9dia ou pequena.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Embora sejam em n\u00famero menor, as grandes lavouras de feij\u00e3o (maiores que 50 hectares) concentram a maior parte da produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Desde a safra 2017\/2018, o Brasil tem exportado mais feij\u00e3o do que importado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A maioria dos produtores de feij\u00e3o do Brasil planta lavouras menores do que cinco hectares. Essas \u00e1reas correspondem a cerca de 97% de unidades produtoras do gr\u00e3o no Pa\u00eds, localizadas em 533,5 mil propriedades rurais. No entanto, o maior volume produzido vem das grandes lavouras, que s\u00e3o minoria. Esse \u00e9 o resultado de uma pesquisa da Embrapa Arroz e Feij\u00e3o (GO) que levou em conta a \u00e1rea plantada entre os seis principais estados produtores da leguminosa (Paran\u00e1, Minas Gerais, Goi\u00e1s, S\u00e3o Paulo, Mato Grosso e Bahia) e os grupos comerciais preto e cores (carioca, roxinho, mulatinho etc).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O estudo utilizou informa\u00e7\u00f5es do \u00faltimo Censo Agropecu\u00e1rio 2017, publicado em 2023 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Para efeito de an\u00e1lise, houve a adapta\u00e7\u00e3o de dados para classifica\u00e7\u00e3o em tr\u00eas categorias: pequenas lavouras com \u00e1reas plantadas com feij\u00e3o menores que cinco hectares; m\u00e9dias lavouras com \u00e1reas entre cinco e menores que cinquenta hectares; e grandes lavouras com \u00e1reas a partir de cinquenta hectares.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">As lavouras menores do que cinco hectares (que correspondem a 97% dos estabelecimentos que produziram feij\u00e3o no Brasil) podem fazer parte ou estar situadas em grandes, m\u00e9dias ou pequenas propriedades rurais. \u201cO tamanho da lavoura de feij\u00e3o diz respeito especificamente \u00e0 \u00e1rea de cultivo e n\u00e3o equivale necessariamente ao tamanho da propriedade rural ou do estabelecimento agropecu\u00e1rio produtor onde ela est\u00e1 localizada\u201d, explica o socioeconomista da Embrapa, Alcido Wander, um dos respons\u00e1veis pelo estudo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Maior parte da produ\u00e7\u00e3o concentrada em grandes lavouras<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ainda de acordo com Wander, embora numericamente predominem no Pa\u00eds lavouras de feij\u00e3o em \u00e1reas menores do que cinco hectares, s\u00e3o as grandes planta\u00e7\u00f5es do gr\u00e3o, com tamanho igual ou superior a 50 hectares, as respons\u00e1veis pela maior parte da produ\u00e7\u00e3o total, ou seja, aproximadamente 3 mil grandes lavouras produtoras de feij\u00e3o (0,5% do total) colhem mais de 1,2 milh\u00e3o de toneladas do gr\u00e3o, o que representa 75% da produ\u00e7\u00e3o, obedecendo ao recorte dos seis principais estados produtores.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Uma outra constata\u00e7\u00e3o dessa pesquisa \u00e9 que 87% do total de feij\u00e3o produzido, em torno de 1,5 milh\u00e3o de toneladas, foram vendidas e abasteceram o mercado; e pouco mais de 200 mil toneladas, isto \u00e9, aproximadamente 13% da produ\u00e7\u00e3o, n\u00e3o chegaram \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o e indicam autoconsumo pelas propriedades rurais. Mais detalhadamente, Wander pontuou que \u201cem lavouras com at\u00e9 cinco hectares, o autoconsumo representou 59% da produ\u00e7\u00e3o no caso do feij\u00e3o de cor (gr\u00e3os carioca, roxinho, mulatinho) e 38% no caso do feij\u00e3o preto\u201d, complementa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O pesquisador ainda fez outra observa\u00e7\u00e3o: a inser\u00e7\u00e3o da diferencia\u00e7\u00e3o entre feij\u00e3o de cor e feij\u00e3o preto para efeito de an\u00e1lise pode ter levado \u00e0 contagem dupla de alguns estabelecimentos rurais que produzem o gr\u00e3o. \u201cDo ponto de vista metodol\u00f3gico, considerou-se que as propriedades rurais plantaram um ou outro tipo de feij\u00e3o, mas, na pr\u00e1tica, \u00e9 poss\u00edvel que alguns produtores tenham plantado ambos os tipos de feij\u00e3o\u201d, esclarece. Assim, o n\u00famero total de estabelecimentos, cerca de 550,5 mil, pode ser um pouco maior do que o n\u00famero real.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>O futuro do feij\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Wander considera que a produ\u00e7\u00e3o brasileira de feij\u00f5es ao longo do tempo tem sido ajustada ao consumo interno. De acordo com ele, nos \u00faltimos dez anos, a produ\u00e7\u00e3o no Brasil tem oscilado entre 2,5 milh\u00f5es de toneladas e 3,4 milh\u00f5es de toneladas. J\u00e1 as importa\u00e7\u00f5es ficam pr\u00f3ximas a 100 mil toneladas por ano. Esses volumes t\u00eam ajudado o Pa\u00eds a manter o abastecimento interno, adicionando ainda uma contribui\u00e7\u00e3o que varia entre 130 mil toneladas e 450 mil toneladas do gr\u00e3o dos estoques de passagem, que representam a quantidade de produto armazenado e dispon\u00edvel ao fim de dezembro de cada ano. \u201cO consumo aparente per capita de feij\u00f5es nos \u00faltimos dez anos tem dado sinais de queda, chegando a 13,2 quilos por habitante ao ano\u201d, acrescenta Wander.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Um fato relatado pelo pesquisador \u00e9 que as exporta\u00e7\u00f5es de feij\u00e3o v\u00eam superando as importa\u00e7\u00f5es em anos recentes. Segundo levantamento realizado a partir de informa\u00e7\u00f5es adaptadas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil tornou-se um exportador l\u00edquido em feij\u00f5es. A balan\u00e7a comercial se inverteu a partir da safra 2017\/18, quando o Pa\u00eds passou a comercializar entre 136 mil toneladas e 223 mil toneladas no mercado mundial. Se for considerada apenas a safra 2023\/24, houve a exporta\u00e7\u00e3o de aproximadamente 150 mil toneladas de feij\u00e3o, um aumento de 22% em rela\u00e7\u00e3o a dez anos atr\u00e1s\u201d, concluiu Alcido.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">No que diz respeito a proje\u00e7\u00f5es para o mercado de feij\u00e3o, o pesquisador aponta que a expectativa, conforme dados do Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa), \u00e9 de leve queda da produ\u00e7\u00e3o de feij\u00f5es, chegando a 2,9 milh\u00f5es de toneladas at\u00e9 2032\/33. Isso representa redu\u00e7\u00e3o de 5% considerando o per\u00edodo de dez anos (safra 2022\/23). O consumo esperado para 2032\/33 \u00e9 de 2,7 milh\u00f5es de toneladas e as importa\u00e7\u00f5es estimadas s\u00e3o de 65 mil toneladas em 2032\/33.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEssas proje\u00e7\u00f5es de longo prazo podem se confirmar, caso as condi\u00e7\u00f5es do passado recente sigam as mesmas. Por\u00e9m, se houver mudan\u00e7as, como aumento de exporta\u00e7\u00f5es, aumento de consumo interno, esses n\u00fameros poder\u00e3o ser maiores\u201d, prev\u00ea Wander.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_5420\" aria-describedby=\"caption-attachment-5420\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5420\" src=\"https:\/\/portalmaisagro.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Feijao-embrapa.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"642\" srcset=\"https:\/\/portalmaisagro.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Feijao-embrapa.jpg 900w, https:\/\/portalmaisagro.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Feijao-embrapa-300x214.jpg 300w, https:\/\/portalmaisagro.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Feijao-embrapa-768x548.jpg 768w, https:\/\/portalmaisagro.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Feijao-embrapa-150x107.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5420\" class=\"wp-caption-text\">A Conab afirma que a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de um consumo est\u00e1vel na safra 2025\/26, sendo projetado em torno de 2,8 milh\u00f5es toneladas. Foto: Sebasti\u00e3o Ara\u00fajo<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valor da produ\u00e7\u00e3o da cultura, em 2024, foi de R$ 12,1 bilh\u00f5es, com 3.018.459 de toneladas, numa \u00e1rea colhida de 2.631.805 hectares, rendimento m\u00e9dio de 1.147 Kg por hectare O feij\u00e3o \u00e9 extremamente relevante na alimenta\u00e7\u00e3o das pessoas pelo alto valor nutricional e por ser a combina\u00e7\u00e3o perfeita com o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":5419,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[131,24],"tags":[],"class_list":["post-5418","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-feijao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - 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