{"id":4445,"date":"2025-06-27T14:25:54","date_gmt":"2025-06-27T17:25:54","guid":{"rendered":"https:\/\/portalmaisagro.com\/?p=4445"},"modified":"2025-06-27T14:25:54","modified_gmt":"2025-06-27T17:25:54","slug":"sistemas-agroflorestais-ajudam-a-mitigar-emissao-de-gases-de-efeito-estufa-no-semiarido-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalmaisagro.com\/?p=4445","title":{"rendered":"Sistemas agroflorestais ajudam a mitigar emiss\u00e3o de gases de efeito estufa no Semi\u00e1rido brasileiro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas de manejo conservacionistas no bioma Caatinga, a exemplo de sistemas agroflorestais, n\u00e3o apenas ajuda a manter estoque de carbono no solo, mas a longo prazo, promove seu aumento em compara\u00e7\u00e3o ao observado na vegeta\u00e7\u00e3o natural, contribuindo para a mitiga\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o de gases de efeito estufa. Esta \u00e9 a principal conclus\u00e3o do estudo realizado na <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Embrapa Caprinos e Ovinos<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, cujos resultados foram publicados pelo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Journal of Environmental Management<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, da editora <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Elsevier<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Utilizando dados de um experimento de longa dura\u00e7\u00e3o (25 anos) implantado em Sobral (CE), no Semi\u00e1rido brasileiro, e o modelo Century, software que simula a din\u00e2mica da mat\u00e9ria org\u00e2nica no solo, o estudo comparou pr\u00e1ticas agr\u00edcolas tradicionalmente utilizadas na regi\u00e3o (com uso itinerante da terra, desmatamento e queima) aos sistemas agroflorestais utilizando diferentes per\u00edodos de pousio (zero, sete, quinze, trinta, cinquenta e cem anos). \u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400\">No bioma Caatinga, o sistema de corte e queima sem pousio reduz em 50% os estoques de carbono do solo nos primeiros dez anos de cultivo, e sua recupera\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis iniciais s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel ap\u00f3s 50 anos de pousio. Os sistemas agroflorestais s\u00e3o alternativas sustent\u00e1veis para recuperar e aumentar os estoques de carbono do solo de forma mais r\u00e1pida e sem a necessidade de longos per\u00edodos de pousio. A rota\u00e7\u00e3o de diferentes tipos de sistemas agroflorestais parece tamb\u00e9m ser uma boa alternativa para proporcionar maior sequestro de carbono no solo\u201d, explica a bi\u00f3loga <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Anaclaudia Alves Primo<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, doutora<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> em Ecologia e Recursos Naturais, que conduziu o trabalho de pesquisa na Embrapa Caprinos e Ovinos.<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Na regi\u00e3o semi\u00e1rida, a maioria dos agricultores maneja a terra de forma intensiva, com o corte e a queima da vegeta\u00e7\u00e3o para plantio de culturas anuais como milho e feij\u00e3o. Ap\u00f3s dois anos, esse espa\u00e7o \u00e9 deixado em pousio ou utilizado para pastejo dos rebanhos, o que pode acelerar o processo de desertifica\u00e7\u00e3o. Em seguida, os agricultores partem para o desmatamento de outra \u00e1rea que ser\u00e1 explorada da mesma maneira. De acordo com relat\u00f3rios do <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC)<\/span><span style=\"font-weight: 400\">,<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> mudan\u00e7as no uso da terra podem promover o armazenamento de maiores \u00edndices de carbono no solo, por isso s\u00e3o importantes os estudos sobre diferentes pr\u00e1ticas de manejo e a forma como afetam essa din\u00e2mica.<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A bi\u00f3loga explica que o <\/span><span style=\"font-weight: 400\">carbono \u00e9 um componente vital para os solos, pois desempenha um papel fundamental no funcionamento dos ecossistemas terrestres.\u00a0\u00a0Ele est\u00e1 dispon\u00edvel na atmosfera como di\u00f3xido de carbono (CO<\/span><span style=\"font-weight: 400\">2<\/span><span style=\"font-weight: 400\">), um dos principais gases emitidos durante as a\u00e7\u00f5es antr\u00f3picas (atividades realizadas pelo ser humano), e sua eleva\u00e7\u00e3o na atmosfera contribui para o aumento do efeito estufa e para o aquecimento global. \u201cPor isso \u00e9 importante que ele permane\u00e7a no solo, quando voc\u00ea faz um manejo que corta a vegeta\u00e7\u00e3o e queima, todo o carbono que faz parte da estrutura das plantas e todo o carbono do solo ser\u00e1 emitido na forma de CO<\/span><span style=\"font-weight: 400\">2<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> . Por outro lado, quando voc\u00ea adota pr\u00e1ticas de cultivo alternativas, como por exemplo os sistemas agroflorestais, que n\u00e3o desmatam totalmente a vegeta\u00e7\u00e3o nem utilizam fogo; ou ainda quando voc\u00ea adota pousio entre os cultivos, voc\u00ea estar\u00e1 preservando o carbono. Dessa forma, os estudos relacionados a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas de manejo que busquem a conserva\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o do carbono no solo contribuem para a mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais\u201d, assegura.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Metodologia<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A pesquisa utilizou o modelo de simula\u00e7\u00e3o Century para prever e comparar a din\u00e2mica temporal do carbono org\u00e2nico no solo no manejo tradicional de corte e queima e em diferentes tipos de sistemas agroflorestais no Semi\u00e1rido at\u00e9 o ano de 2100. O local de realiza\u00e7\u00e3o do estudo foi a Fazenda Crioula, na Embrapa Caprinos e Ovinos, com dados de um experimento instalado em 1997, formado originalmente por tr\u00eas modelos de sistemas. O primeiro \u00e9 o manejo tradicional, que promove corte e queima da vegeta\u00e7\u00e3o nativa e o plantio de culturas anuais durante dois anos e posterior mudan\u00e7a para uma nova parcela de terra onde as mesmas pr\u00e1ticas ser\u00e3o adotadas. O outro sistema \u00e9 o agrossilvipastoril no qual o milho e o sorgo s\u00e3o plantados em \u201ccorredores\u201d formados por leucena e gliric\u00eddia, que n\u00e3o pertencem originalmente \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o da Caatinga, mas est\u00e3o bem adaptadas e servem de alimento para os animais, que tamb\u00e9m fazem parte do modelo. O terceiro sistema \u00e9 o silvipastoril, que consiste em uma \u00e1rea de Caatinga raleada e rebaixada utilizada para o pastejo de caprinos e ovinos. Uma \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o natural da Caatinga n\u00e3o manejada foi utilizada como refer\u00eancia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Primo explica que, para a utiliza\u00e7\u00e3o do modelo Century, inicialmente foram utilizados arquivos calibrados para a vegeta\u00e7\u00e3o da Caatinga e disponibilizados por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que j\u00e1 haviam feito essa calibra\u00e7\u00e3o para esse bioma. E partir da\u00ed, foram inseridos os dados da regi\u00e3o do experimento, que \u00e9 a etapa de parametriza\u00e7\u00e3o do modelo. \u201cEm seguida, n\u00f3s preparamos os arquivos de entrada: um contendo dados de solo (textura, densidade, pH) e clima (precipita\u00e7\u00e3o, temperaturas m\u00e1xima e m\u00ednima); e outro arquivo com os diferentes tipos de manejo (cultivo tradicional intensivo, cultivo tradicional de corte e queima com diferentes tempos de pousio e os sistemas agroflorestais fixo e rotativo). Ap\u00f3s a inser\u00e7\u00e3o dos arquivos, \u2018rodamos\u2019 cada cen\u00e1rio separado para observarmos o que acontece com o estoque de carbono em cada pr\u00e1tica de manejo diferente, ao longo de 100 anos.\u00a0\u00a0Depois de cada simula\u00e7\u00e3o dos cen\u00e1rios, n\u00f3s comparamos as informa\u00e7\u00f5es simuladas pelo modelo Century com aquelas obtidas a campo\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Principais resultados<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A pesquisa simulou cen\u00e1rios para os sistemas agroflorestais, com redu\u00e7\u00e3o da cobertura vegetal e manejo permanente e rotativo; e para a \u00e1rea com pr\u00e1tica de corte e queima, com diferentes per\u00edodos de pousio, fazendo proje\u00e7\u00f5es para os pr\u00f3ximos 100 anos. Os resultados apontam que no cultivo com corte e queima as perdas de carbono no solo diminu\u00edram de 74,7% (com manejo sem pousio) para 28,7%, adotando-se sete anos de pousio da terra ap\u00f3s o cultivo.\u00a0 A ado\u00e7\u00e3o de maiores per\u00edodos de pousio aumenta o estoque de carbono no solo, mas somente ap\u00f3s 30 anos de descanso, o percentual se iguala aos valores da vegeta\u00e7\u00e3o natural; e 50 anos de pousio leva a um aumento de 4% dos estoques de carbono, comparando-se \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o natural em equil\u00edbrio.\u00a0 Segundo o estudo, o per\u00edodo de 20 anos de pousio da terra, sugerido pelo IPCC como o tempo necess\u00e1rio para a recupera\u00e7\u00e3o dos estoques de carbono, pode n\u00e3o ser o mais adequado para o Semi\u00e1rido brasileiro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Nos sistemas agroflorestais, foram feitas simula\u00e7\u00f5es tanto no manejo permanente quanto no rotativo, comparando com a vegeta\u00e7\u00e3o natural em equil\u00edbrio e com o sistema de corte e queima adotando o pousio por sete anos. Os resultados indicam que os estoques foram maiores nos sistemas agroflorestais, permanente e rotativo, comparando-os com a vegeta\u00e7\u00e3o natural. Mesmo tendo iniciado com valores iguais, com o passar do tempo, o sistema rotativo apresentou valores superiores ao sistema permanente.\u00a0 No manejo agrossilvipastoril, ocorre remo\u00e7\u00e3o de carbono quando da colheita de milho ou feij\u00e3o plantado na \u00e1rea, mas essa retirada \u00e9 compensada pela adi\u00e7\u00e3o de esterco dos animais e restos das plantas cultivadas, al\u00e9m da vegeta\u00e7\u00e3o permanente e serapilheira.\u00a0 No silvipastoril, o carbono no solo aumenta em virtude da deposi\u00e7\u00e3o no solo de materiais vegetais (restos de \u00e1rvores e folhas, esterco de animais). O desbaste de 60% das \u00e1rvores do sistema aumenta a luminosidade e favorece o desenvolvimento da vegeta\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima ao solo, maior ac\u00famulo de serapilheira (<\/span><span style=\"font-weight: 400\">camada de folhas secas, galhos, restos de frutas, flores e animais mortos que est\u00e1 na superf\u00edcie do solo<\/span><span style=\"font-weight: 400\">), o que ajuda no aumento do percentual de carbono.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u201cOs sistemas agroflorestais podem ser utilizados como sumidouros de carbono (<\/span><span style=\"font-weight: 400\">locais em que as absor\u00e7\u00f5es de CO\u2082 s\u00e3o maiores do que as emiss\u00f5es<\/span><span style=\"font-weight: 400\">)<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> na regi\u00e3o semi\u00e1rida, que apresenta n\u00edveis avan\u00e7ados de degrada\u00e7\u00e3o, principalmente em virtude da atividade humana\u201d, explica Anaclaudia Primo.\u00a0 Ela tamb\u00e9m afirma que o desenvolvimento social da regi\u00e3o \u00e9 afetado pela destrui\u00e7\u00e3o ambiental, porque compromete a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e a gera\u00e7\u00e3o de energia, deixando as popula\u00e7\u00f5es locais em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O zootecnista da Embrapa Caprinos e Ovinos, <\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00c9den Fernandes<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, acredita que as descobertas dessa pesquisa t\u00eam utilidade direta para os agricultores que trabalham no Semi\u00e1rido, porque demonstra que a decis\u00e3o por uma forma sustent\u00e1vel de uso da terra pode ser a garantia da continuidade de suas pr\u00e1ticas de manejo, sem a necessidade de constantes deslocamentos para plantios agr\u00edcolas e ou cria\u00e7\u00e3o dos rebanhos. Fernandes ressalta que outra vantagem para os agricultores da regi\u00e3o, que j\u00e1 adotam esses sistemas, \u00e9 que suas terras n\u00e3o precisar\u00e3o de longos per\u00edodos de repouso. \u201cOu seja, quem j\u00e1 usa sistemas agroflorestais pode ficar mais seguro sobre o que acontecer\u00e1 no futuro em termos de cuidados que sua terra necessitar\u00e1 para continuar produzindo, al\u00e9m de estarem contribuindo para diminuir os efeitos do calor no planeta\u201d, conclui.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Adriana Brand\u00e3o\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas de manejo conservacionistas no bioma Caatinga, a exemplo de sistemas agroflorestais, n\u00e3o apenas ajuda a manter estoque de carbono no solo, mas a longo prazo, promove seu aumento em compara\u00e7\u00e3o ao observado na vegeta\u00e7\u00e3o natural, contribuindo para a mitiga\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o de gases de efeito estufa.&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":4446,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[132],"tags":[],"class_list":["post-4445","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - 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